VOCÊ É RACISTA E NÃO PERCEBE O MAL QUE HÁ DENTRO DE VOCÊ

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Por Antonio Carlos da Silva Evangelista

Bacharelando em Direito

e-mail: tizzil10@hotmail.com

 

Politicamente correto é dizer: “Eu não tenho preconceito de cor e isso, quem tem, é um absurdo”. Será que essa afirmação não passa de uma hipocrisia ou será medo da lei? Será medo de assumir ou será uma luta íntima contra essa maldita herança cultural?

Pense no seguinte: Alagoinhas, 23h50min, em uma rua deserta e escura, você se encontra em uma esquina e precisa ir ao ponto no qual irá passar seu transporte. Acontece que a 30 metros a direita tem um ponto com dois homens negros e a sua esquerda a 30 metros tem dois homens brancos em outro ponto que em ambos passará o seu transporte. Para qual ponto você irá? No ponto onde estão os homens negros ou no que estão os homens brancos? Pense bem, sem hipocrisia.

Você fica mais inquieto quando em um lugar desconhecido aparece dois ou mais homens negros ou quando aparecem homens brancos?

Em uma festa há um homem negro, bonito, gostoso e um homem branco, bonito e gostoso, e, da mesma forma há uma mulher negra, bonita e gostosa e uma mulher branca, bonita e gostosa. Em seu pensamento qual é a primeira opção para você querer “azarar”, “paquerar”, namorar?

São por estas e outras razões sociais que estamos na obrigação e no dever de agir como se fossemos uma Radioterapia ou uma Quimioterapia contra esse câncer social que é o RACISMO. Racismo esse engendrado em nossa sociedade desde os primórdios da escravidão no Brasil, que perdura até o nosso século e que ainda não conseguimos nos livrar dessa maldita herança cultural que segrega, humilha, despreza, afeta a moral, a honra, a liberdade, tratando o ser humano como um ser desprezível. Assim, ouvimos muitas falácias do tipo “eu não sou racista”.  Sabemos que todas as regras têm exceções e há pessoas que não são racistas, mas elas são exceções e não a regra, e o que deve prevalecer é a REGRA. Entretanto, ainda não conseguimos extirpar este mal da sociedade.

Diante de tal necessidade é de suma importância que a família e a escola comecem a falar do assunto desde as séries iniciais para que nossas crianças desenvolvam a consciência e saibam o mal que causam a outro ser humano ao serem racistas. E quanto a nós adultos temos o dever de lutarmos contra nosso ego e mudar nossa opinião.

Ah, e quanto às perguntas acima, cabe a cada um refletir e deixar seu comentário.

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