Editorial: Lula não é mais um mito, Dilma já caiu e Moro é o novo “caçador de marajás”.

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Ontem, domingo, dia 13 de março de 2016, entrará para história. Simplesmente a maior manifestação ocorrida na história do Brasil, superando até o movimento Diretas Já, ocorreu nas principais cidades do Brasil.

Num país acostumado a só sair às ruas para curtir o carnaval, foi de deixar o queixo caído o tamanho das manifestações, surpreendendo até mesmo o Palácio do Planalto que vinha há meses monitorando através das redes sociais a adesão da população aos atos de ontem. Se antes só quem conseguia aglutinar manifestantes eram as centrais sindicais, movimentos sociais e o PT, hoje a situação é completamente diferente.

Agora surgem os movimentos anti-Dilma, oriundas das espontâneas adesões das famílias brasileiras. No 13 de março não se viu bandeiras vermelhas, nem com estrela estrela branca, nem com foice e martelo, não se viu homens barbudos, raivosos, bloqueando ruas, xingando a classe média ou qualquer outro segmento da sociedade, não se viu Black Blocks. O que se viu foram homens, mulheres, idosos, jovens e até crianças exercitando a sua cidadania. Mesmo reunindo milhões de pessoas não houve nenhuma ocorrência de depredação, desrespeito ou radicalismo. O ato foi pacifico em todo o Brasil, ensinando de forma digna a muitos intolerantes como se manifestar respeitando o direito da coletividade.

Nas manifestações foram justíssimas as mensagens de apoio dirigidas à Operação Lava Jato e ao juiz Sergio Moro, que após ontem tomou o posto de herói nacional. Não houve canto neste país que não se parabenizasse o juiz Sergio Moro e sua condução firme, forte e independente à frente da Operação Lava Jato. Isso é muito importante, pois fortalece o poder da operação Lava Jato que nos últimos dias esteve enfraquecida pelo discurso raivoso e populista do ex-presidente Lula e do PT.  O juiz Sergio Moro é para uma nação que historicamente tem a necessidade de eleger um salvador da pátria, um “caçador de marajás”, de tempos em tempos, a bola da vez.

A presidente Dilma, se já vinha esfacelada, no dia de ontem foi lhe dado o golpe de misericórdia. Fica claro que a queda do Governo se dará mais dia ou menos dias. Noticias de bastidores dão conta de que as discussões no Congresso não giram mais entorno do impeachment de Dilma, mas sim como será o pós-Dilma, ou seja, já é consenso no Congresso que com Dilma já não dá mais. A presidente mais impopular da história foi amplamente hostilizada e não conta mais nem com o apoio e tão pouco com o respeito da população. Se continua no poder é por pura soberba, aliás, soberba é o que não falta para uma presidente que no alto de sua incompetência não assume seus erros.

Porém, houve uma figura que talvez tenha sido mais ridicularizada que a presidente Dilma, trata-se do ex-presidente Lula. O ex-presidente sofreu um linchamento moral tão grande nessas manifestações que com certeza o fará pensar duas vezes antes de colocar o seu pé para fora de sua cobertura em São Bernardo-SP durante um bom tempo. Os bonecos gigantes com a imagem do ex-presidente com a roupa de presidiário virou símbolo desta manifestação, se viu também bonecos de cobras com a cara do Lula, fazendo alusão ao discurso do ex-presidente e a referencia que fizera com a jararaca. Palavras de ordem que o chamavam de ladrão, corrupto e bandido ecoaram por todo o Brasil. Os manifestantes praticamente intimaram a Justiça Brasileira a prender o Lula. Diante do que se viu ontem, não temos como ter outras conclusões a não ser que: Lula não é mais um mito, a Dilma já caiu e Serio Moro é o novo “caçador de marajás”.

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