HUMILHAÇÃO – Por Lázaro Machado

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IMG-20160723-WA0007Lázaro Machado de Carvalho, 25 anos, filho de Edineide Machado de Carvalho, natural do Pé de Serra: Uibaí-BA. Apaixonado por Literatura e Artes, participou de vários recitais no Grêmio Cultural Voz do Povo – Uibaí-BA, além de compor e recitar diversos poemas de sua autoria e de autores brasileiros. Atualmente, cursa Direito na Faculdade Regional da Bahia – UNIRB em Alagoinhas-BA. Alguns poemas de sua autoria: Amizade; Mais que um Amor uma Utopia; Dias efêmeros do Pobre, entre tantos outros.

No momento em que me debrucei a fazer este poema, havia acabado de chegar de uma aula de Sociologia. Encontrava-me pensativo ao analisar a divisão de camadas estabelecidas pelo Sistema de Castas Indiano, assim como as camadas estabelecidas desde a queda do Sistema Feudal até chegarmos ao modelo Capitalista atual. A grande e principal semelhança existente entre todos esses sistemas resulta na produção de desigualdades sociais.

HUMILHAÇÃO

É nascer pobre sem querer, e continuar a viver!

Obrigado a fazer o que não se quer,

Nas mãos da classe dominante como uma sentença!

Subordinados por serem pobres.

 

Humilhados por toda a vida pela classe nobre.

O preconceito acabou mulher negra? Não, morena!

Sempre sem liberdade, obrigados a fazer,

Capitalismo do ter para manter.

 

O que fazer? Ter para ser?

Querer ou não querer?

Permanecer ou não permanecer?

 

O que fazer se não tiver e querer ser?

Viver sem querer? Ou continuar vivendo por viver?

Defino a vida em querer, ser, ter, sobreviver e permanecer.

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