Inglaterra quer redes sociais efetivas contra extremismo na Internet

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A primeira-ministra britânica Theresa May pediu aos líderes presentes na Cúpula do G7, que começou nesta sexta-feira, 26, em Taormina, na Itália, que conclamem as empresas de tecnologia a fazer mais para suprimir conteúdo online extremista, argumentando que a luta contra o Estado Islâmico está mudando do “campo de batalha para a internet”.

A primeira-ministra disse aos líderes reunidos na ilha italiana da Sicília, incluindo Donald Trump e o recém-eleito presidente da França, Emmanuel Macron, que encoragem empresas como Facebook, Google e Twitter a bloquear usuários que publicam conteúdo extremista e denunciar pessoas às autoridades se houver evidência de danos iminentes, segundo noticiou o jornal britânico The Guardian.

A Grã-Bretanha decretou o alerta máximo para ameaça terrorista após o atentado ocorrido na segunda-feira, 22, ao final de um show da cantora americana Ariana Grande, o que levou Theresa May, inclusive, a encurtar a sua participação na Cúpula do G7. Ela participará do primeiro dia da reunião, mas não participará das sessões do sábado.

A primeira-ministra acredita que a cooperação entre os principais países industrializados poderia ajudar a forçar as empresas de mídia social a desenvolver ferramentas que possam identificar e remover automaticamente material nocivo com base no que ele contém e que o publicou; informar as autoridades sobre a identificação de materiais nocivos para que possam ser retirados; e revisar as condições e diretrizes para torná-las absolutamente claros sobre o que constitui material nocivo.

Grande parte das medidas reflete preocupações do Facebook em particular, que foram vazadas para o Guardian dos manuais de treinamento da empresa de mídia social. Elas apontam discrepâncias entre a forma como os atos de violência, bullying e crueldade são tratadas pela empresa e a escala de problemas que tem de lidar.

Segundo uma fonte do governo ouvida pelo diário britânico, a primeira-ministra vai dizer que “as ameaças estão evoluindo ao invés de desaparecer à medida que [o Isis] perde terreno no Iraque e na Síria”. “A luta está se movendo do campo de batalha para a internet”, disse a fonte. “O que ela quer é que as nações do G7 façam avançar uma abordagem comum focada na necessidade de derrotar [Isis]. Em particular, ela quer usar o G7 para pedir aos membros que adotem uma abordagem coletiva às empresas de tecnologia. Ela vai dizer que a indústria tem responsabilidade social de fazer mais para remover o conteúdo nocivo de suas redes”, finalidade.

Fonte:Idgnow
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