Corrupção é tema de abertura de curso sobre investigação de crimes contra a administração pública

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O combate à corrupção foi tema de abertura do curso ‘Como realizar uma investigação eficaz de ilícitos contra a administração pública’, que começou dia 5, na sede do Ministério Público estadual, no CAB. A palestra foi ministrada pelo auditor da Controladoria-Geral da União (CGU), Mário Spinelli, que falou sobre ‘Combate à corrupção: causas, manifestações de corruptos e corruptores, enriquecimento ilícito, integração dos órgãos e enfrentamento da corrupção’. “Nosso objetivo é prestar um serviço melhor à sociedade na defesa do patrimônio público”, destacou o promotor de Justiça Luciano Taques, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa do Ministério Público estadual (Caopam). O curso é uma parceria do Ministério Público estadual e da Escola Nacional do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). “Espero que nossa atuação seja ainda mais eficaz a partir desses dias de discussão”, destacou a chefe do MP baiano, Ediene Lousado.

Para o presidente do GNCOC e chefe do MP do Ceará, PGJ Plácido Barroso Rios, o maior foco do MP é combater a corrupção. “Nós temos corrupção em diversas instituições do Brasil. A Organização das Nações Unidas (ONU) já sinalizava a dimensão desse problema ao divulgar que o Brasil teria um desvio de R$ 200 bilhões por ano por causa da corrupção. De fato, o maior problema no nosso país é a relação incestuosa entre o público e o privado”, afirmou o PGJ do MP do Ceará. De acordo com o ouvidor da Petrobrás, Mário Spinelli, o Brasil ocupa a 79ª posição entre 176 países no ranking que avalia a percepção das pessoas sobre a corrupção. “Um dos desafios para o combate à corrupção é a tolerância zero com todos os delitos, inclusive os pequenos. Infelizmente três, em cada quatro brasileiros, acreditam que sonegar impostos não é corrupção”, ressaltou.

Outros caminhos para enfrentar a corrupção, segundo Mário Spinelli, estão no aumento da transparência e da participação social, redução da impunidade, engajamento do setor privado, educação voltada para a ética e aprimoramento institucional, incluindo reformas e desburocratização das instituições. Também estiveram na abertura do curso a procuradora-geral de Justiça Adjunta, Sara Mandra Rusciolelli; a promotora de Justiça Ana Emanuela Meira, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do MP baiano (Gaeco); e os promotores de Justiça Daniel Martinez, do Ministério Público de Minas Gerais; e  Rinaldo Janja, secretário-executivo do GNCOC.

Fonte:MP-BA
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