PMDB baiano cogita expulsar Geddel

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O ex-ministro Geddel Vieira Lima está totalmente afastado das atividades do PMDB, pelo menos é o que garantem peemedebistas ouvidos pela Tribuna. E, dentro da legenda, já se admite que o ex-cacique da legenda possa ser expulso caso sejam provadas as acusações que lhe pesam – como, por exemplo, a existência do “bunker” com malas de dinheiro atribuído a ele, em Salvador. Na semana passada, o baiano Micael Silveira, que preside o núcleo de juventude pela Bahia, elevou o tom em entrevista à Tribuna e explicitou que Geddel “terá que pagar por cada erro que se provar contra ele”. “Não vamos defendê-lo, apenas por ter sido um dia líder do partido”, vociferou. E a ideia já encontra eco dentro do PMDB.

“Isso é lógico. Já foram dadas declarações nesse sentido. Não com relação ao ex-ministro, mas qualquer pessoa. Qualquer um de dentro ou fora da política, sendo político ou não, se cometer algo ilegal ou criminoso e isso for comprovado, vai ter que pagar pelo que fez. Não tem nenhuma novidade com relação a isso”, afirmou o deputado estadual Leur Lomanto Jr ao ser indagado sobre o comentário de Micael.

O parlamentar afirma que Geddel já está sendo penalizado por possíveis ilicitudes e que a legenda deve se posicionar firmemente caso as suspeitas se confirmem na Justiça. “Ele já foi afastado do partido, inclusive, nacionalmente. O ex-ministro Geddel já está pagando e cumprindo a pena. Está sendo investigado. E repito: se ficar comprovado que ele realmente cometeu os crimes que está sendo acusado, ele vai pagar pelo que fez”. Geddel foi preso no dia 8 de setembro, três dias depois que a PF encontrou o dinheiro no apartamento de um amigo do político. Os valores apreendidos foram depositados em conta judicial. Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013, quando o ex-ministro era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição.

“Ele está totalmente afastado do partido”

Desde que o dinheiro atribuído a Geddel foi encontrado dentro do apartamento em Salvador, peemedebistas deixaram de defendê-lo publicamente e adotaram um discurso único de que ele deve responder sozinho às acusações de que é alvo. “Ele está totalmente afastado do partido”, disse o presidente estadual do partido, deputado Pedro Tavares (PMDB) à Tribuna.  Questionado se a legenda já planeja alguma punição maior contra o ex-ministro, como possível expulsão, o parlamentar afirmou que isso é um assunto que ainda não está em discussão por enquanto. “Quem vai determinar o futuro dele é a Justiça”, afirmou o parlamentar, que está no comando do partido desde a saída do veterano.

Em setembro, Geddel pediu licença de suas funções como primeiro-secretário da direção nacional da sigla. O ex-ministro já estava afastado da presidência do PMDB na Bahia desde julho. A licença foi uma solução encontrada pelos dirigentes do partido, em uma tentativa de isolar a crise aberta pela prisão do ex-ministro e amenizar a contaminação do presidente Michel Temer (PMDB) pelo episódio. 

 

Por Henrique Brinco
Fonte:Tribunadabahia
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