PMs de São Sebastião do Passé são usados como seguranças privados em evento de chá de fraldas

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O comando do 5º Pelotão de São Sebastião do Passé deslocou uma guarnição do policiamento ostensivo da cidade para fazer a segurança privada de um chá de fraldas, no último domingo (29).  A denúncia é do deputado estadual soldado Prisco (PPS), coordenador-geral da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), que foi procurado por policiais da região alegando ser prática de alguns comandantes locais.Conforme relatam, guarnições foram deslocadas, em outros momentos, para eventos privados, a exemplo de uma chá de casa nova, no último 13 de outubro, e um evento de “som de barzinho”, no sábado (28) e domingo (29) últimos.

A situação se repetiu na 27ª CIPM, no último sábado (28), quando uma guarnição foi deslocada para realizar o policiamento em uma festa de 15 anos (veja o print). “Seguindo esta lógica, toda e qualquer cidadão pode pedir policiamento para eventos privados, a exemplo dos casamentos, quinze anos, chá de fraldas, de casa nova e até as conhecidas “meladinhas”. Enquanto policiais são desviados de sua função, a violência só cresce”, disse Prisco. O parlamentar denuncia as práticas de desvio de função na Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública (CDHSP), desta terça-feira (31).

DENÚNCIA

Práticas como estas tem sido alvo de reclamações reiteradas do deputado soldado Prisco. Em março último, o parlamentar buscou o Ministério Público Estadual para denunciar a omissão do comandante-geral, Anselmo Brandão, quanto as diversas denúncias chegadas ao comando de uso indevido das guarnições e militares, principalmente no interior do Estado.

Segundo informações do coordenador-geral da Aspra, soldado Prisco, todos os dias dezenas de militares são desviados de suas funções para servir de motoristas e seguranças particulares e atenderem aos interesses pessoais de alguns oficiais. “O Governo anunciou a aquisição de 1.400 viaturas. Queremos saber quantos delas serão utilizados para o uso privativo?”, questionou na época.

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