Ex-superintendente da SMTT de Alagoinhas critica forma como o sistema de integração das linhas de ônibus está sendo implantado na cidade

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O ex-superintendente da SMTT de Alagoinhas, Cap. Luiz Fernando, em entrevista concedida ao programa De Frente com Juscelio, da rádio 93 FM, na manhã de ontem(24), teceu diversas críticas a implantação da integração das linhas de ônibus efetuada pela prefeitura desde o dia 17.

Luiz Fernando chefiou a SMTT entre 2017 e 2018 e foi o idealizador do projeto de integração das linhas de ônibus dos bairros para a rodoviária, o chamado corredor Ayrton Senna. Porém o ex-superintendente fez diversas criticas à forma como a atual gestão da SMTT, agora comandado pelo Maj. Alberto, está conduzindo a integração do sistema.

Na entrevista o ex-superintendente foi enfático ao dizer que vários pontos do projeto estão sendo desrespeitados. Uma delas, a cobrança para aquisição do cartão de integração. Luiz Fernando afirmou que pelo projeto defendido por ele, o cartão deveria ser entregue ao usuário de forma gratuita, sendo os custos bancados pelas empresas. Esse é um dos principais focos de queixa da população, pagar 7 reais pela aquisição do cartão.

Outro ponto criticado pelo ex-superintendente foi a falta de uma ação de cunho educacional explicando para a população as mudanças com a integração, permitindo um tempo para que as pessoas pudessem se familiarizar com o sistema.

Apesar de criticar a forma com que foi implantado, o cap. Luiz Fernando defendeu o projeto de integração das linhas. Segundo ele, estudos revelaram que 80% da frota de ônibus da cidade tinham como destino final a rodoviária, com isso vário ônibus vazios transitavam pelo trajeto, enquanto outras localidades da cidade reclamavam da falta de ônibus.

Com a integração, de acordo com o Cap. Luiz Fernando, é possivel uma racionalização do uso da frota de ônibus, diminuindo inclusive a poluição. Junto a isso, a implementação da bilhetagem eletrônica(cartão de integração) permite que a SMTT tenha um controle sobre o número de passageiros que utilizam as linhas, quantos pagam, quantos possuem isenções. Isso, segundo ele, é muito importante para a organização das linhas e no estudo para concessão de aumentos de tarifas. Além disso, com a bilhetagem eletrônica, se diminui o uso do dinheiro dentro dos ônibus, com isso a tendencia é que o numero de assaltos diminua.

Por Caio Pimenta para o News Infoco

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