Aprovação a Maia e ao Congresso cresce na base de Bolsonaro, diz Datafolha

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Apesar da retórica de confronto que Jair Bolsonaro (PSL) direcionou ao Congresso e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ​), os apoiadores do presidente da República são os que mais aprovam a atuação do Legislativo e do deputado, que assumiu agendas e discursos que levaram colegas a vê-lo como um “primeiro-ministro”. Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 29 e 30 de agosto, o desempenho de Maia é avaliado como ótimo/bom por 25% dos entrevistados que dizem conhecê-lo. Esse índice vai a 35% entre aqueles que também avaliam dessa forma o governo Bolsonaro.

A atuação de deputados e senadores também é melhor avaliada pelos apoiadores do chefe do Executivo. Enquanto o trabalho do atual Congresso é classificado como ótimo/bom por 16% dos entrevistados em geral, essa avaliação sobe para 30% entre aqueles que dizem ter o PSL como partido de preferência, e para 33% entre aqueles que aprovam o governo.

O Datafolha ouviu 2.878 pessoas em 175 municípios de todo o país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A avaliação do Congresso também era melhor entre apoiadores dos governos Lula, Dilma e Temer, segundo pesquisas do Datafolha. No primeiro semestre, Maia assumiu papel de liderança na articulação pela aprovação da reforma da Previdência e agora busca manter a Câmara no centro do debate político ao tocar as reformas tributária e administrativa. No meio desse caminho, foi alvo de críticas tanto de Bolsonaro como de integrantes do governo.

Em março, por exemplo, o presidente comparou Maia a uma namorada que quer ir embora. A declaração foi dada após relato de que o deputado teria dito ao ministro Paulo Guedes (Economia) que deixaria as negociações políticas da reforma. “Você nunca teve uma namorada? E quando ela quis ir embora o que você fez para ela voltar, não conversou? Estou à disposição para conversar com o Rodrigo Maia, sem problema nenhum.” Três meses depois, Bolsonaro acusou parlamentares de tentarem transformá-lo em uma “rainha da Inglaterra” com a aprovação de um projeto de lei que previa lista tríplice para indicados à chefia de agências reguladores. O presidente vetou esse trecho do texto, entre outros, ao sancionar a lei. “Se isso aí se transformar em lei, todas as agências serão indicadas por parlamentares. Imagina qual o critério que vão adotar. Acho que eu não preciso complementar”, afirmou Bolsonaro quando anunciou que iria vetar parte do projeto.

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