Rui anuncia que coordenará sucessão em 30 cidades e pede dinheiro de emendas a deputados federais

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Em reunião realizada hoje com a bancada federal que entrou pela tarde para tratar, entre outros assuntos, sobre o destino de recursos de emendas ao Orçamento da União a que os deputados federais têm direito, o governador Rui Costa (PT) falou pela primeira vez sobre sua participação na sucessão municipal do próximo ano, anunciando à base que coordenará o processo em pelo menos 30 municípios baianos.

Apesar de não falar diretamente sobre a disputa em Salvador, onde se especula que apoiaria a candidatura do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, ele incluiu, naturalmente, a capital baiana entre as cidades a que se dedicaria, respondendo indiretamente a setores do partido e aos próprios parlamentares que, criticamente, o acusam de não se envolver em política, informou uma fonte do governo a este Política Livre.

Logo na abertura do encontro, o governador pediu coesão ao grupo ao se referir ao difícil momento que o país atravessa, em sua avaliação, aprofundado pela dificuldade de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) entender a gravidade da crise e a importância da articulação política, ouvindo dos deputados federais que sua avaliação procede porque eles são, no Congresso, testemunhas dos problemas plantados pelo próprio governo.

O governador também anunciou o que considera três obras importantes que o Estado realizará em Salvador. Uma delas, segundo informou, é a extensão de mais um tramo do metrô, que ganhará mais cinco quilômetros. A outra é o VLT do Subúrbio e a terceira, para surpresa dos deputados, a Ponte Salvador-Itaparica. Ele acredita que, com os três empreendimentos, surgirão cerca de 8 mil novos postos de trabalho na capital.

Sobre a Ponte, percebendo a incredulidade de alguns parlamentares, Rui antecipou que a obra passará ainda por uma fase de pelo menos um ano de projeto até ser efetivamente iniciada, em 2020. Ao defender a unidade da bancada com os objetivos do governo, ele aludiu diretamente à cessão onerosa do pré-Sal, pedindo à base que ajude no sentido de aprovar medidas que sejam benéficas para o Nordeste e a Bahia.

A parte mais polêmica da reunião foi aquela em que o governador revelou seu interesse em que os deputados abrissem mão de destinar os recursos das emendas aos quais tem direito em obras no interior para investir em pelo menos oito empreendimentos que considera importantes para o Estado. Houve grita porque os deputados alegaram precisar dos recursos para interagir com as bases e justificar seus mandatos.

Outros chegaram a pontuar que correm o risco de acatar o pedido de Rui e não ver as obras do governo sairem do papel, como tem acontecido em alguns casos, segundo relataram. Este ponto, segundo informou a mesma fonte ao site, ficou inconclusivo, já que, segundo relatou ter percebido, apesar de a maioria dos deputados não ter protestado na frente do governador, teriam deixado o encontro dizendo que não aceitariam o que consideram “sacrifício”.

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