Em 2019, Alagoinhas foi a segunda cidade do interior que mais gerou empregos na Bahia, segundo dados do CAGED

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O município de Alagoinhas registrou o maior índice de empregabilidade dos últimos dez anos em 2019, apresentando um saldo entre contratações e demissões de 2811 postos de trabalho, divulgou o programa Primeira Mão nesta sexta-feira, 10. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados(CAGED) do Ministério do Trabalho.

Foi o terceiro melhor desempenho do estado e o segundo do interior baiano. Nos anos de 2015 e 2016, arrefecendo a mística do ex-prefeito Paulo Cezar, como agente de atração de empreendimentos, houve nos dois anos a perda de cerca 3 mil postos de trabalho. Hugo Azi argumenta que nesse período o país vinha de uma retração da economia de mais de mais de 3%, considerado o pior momento da crise no setor. Importa também considerar a média dos seus oito anos de governo, que teve períodos de acentuada prosperidade.

Para Hugo, o grande mérito em si tratando da empregabilidade deve-se a melhoria da economia conquistada pelo governo Bolsonaro, com a aprovação de reformas como a da previdência, a administrativa e a melhoria na segurança pública. Entra nessa conta a reforma trabalhista aprovada no governo de Michel Temer. A mentalidade liberal de Paulo Guedes também anima o mercado, que espera pela reforma tributária e pela formulação de um novo pacto federativo. O setor empresarial também enxerga com bons olhos a diminuição do estado e a redução das taxações, bem como o controle dos juros e a busca por quebrar monopólios e por aumentar o nível geral de concorrência.

Apesar das críticas à atual gestão pela falta de atração de grandes indústrias para o município, o repórter Luciano Reis informa que nos contatos que teve com José Edésio, secretário de Desenvolvimento Econômico, este sempre mencionava o crescimento do setor das microempresas. Nesse ponto, houve um pequeno apoio da gestão municipal, estimulando o acesso ao Cred Amigo do Banco do Nordeste.

Claro que a Prefeitura impacta positivamente nesse sentido com seus R$ 400 milhões em orçamento anual, contudo esta é uma conquista que até o governo do PT, lá atrás, fez parte. Todos os gestores apresentaram aumento na arrecadação municipal – isso também é reflexo da economia. É importante ainda considerar a força da cidade como polo administrativo e dos setores de saúde e de educação. As faculdades de Alagoinhas se fortalecem e se qualificam a cada dia, liderando o mercado local, mesmo com a presença de empresas de educação de grande porte no estado competindo nesse setor. A área de Saúde se expande, mas ainda predominam as pequenas clínicas, existe a apenas um hospital privado. O serviços de veterinária também se desenvolvem acentuadamente. A economia poderia estar mais aquecida se já tivéssemos aqui um outro hospital público, a verba para a nova maternidade já foi captada junto ao governo Federal, ponto, aí sim, para Joaquim Neto.

Por Paulo Dias para o News Infoco

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