Insegurança jurídica sobre Denice obriga manutenção de outras pré-candidaturas no PT

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Denice Santiago

Um apelo do governador Rui Costa (PT) a partir de informes chegados a ele pelo PT e a Polícia Militar levou os pré-candidatos petistas à sucessão municipal a suspenderem a decisão de desistir da disputa.

Nomes como Robinson Almeida e Fabya Reis, que já haviam comunicado – embora neguem – ao governador que não tinham mais interesse em concorrer, dadas as chances mínimas de vitória no próprio PT, foram aconselhados a não fazer nenhum movimento até que se tornem claros quais são os limites impostos pela legislação eleitoral, as Constituições Federal e Estadual e o estatuto da PM para a filiação ao PT da major Denice Santiago, candidata do governador à Prefeitura de Salvador.

Restrições legais rigorosas relativas tanto ao processo de filiação partidária quanto à participação de militares nas eleições municipais são hoje a maior fonte de preocupação no governo com relação à candidatura da militar.

Há medo genuíno de que qualquer passo em falso possa comprometer não apenas sua candidatura, como, em caso de derrota, sua permanência posterior na PM, principalmente porque já se sabe que os adversários estão de olho na situação e poderão entrar em campo para prejudicá-la a qualquer momento.

Com a dificuldade para iniciar a comunicação sobre Denice para a sociedade, que pode até ser filiada internamente pelo PT, mas ficar impedida de fazer campanha até a convenção partidária, o que ficou acordado por ora é que é melhor que os outros pré-candidatos mantenham seus nomes e que petistas assumam a divulgação da pré-candidatura da major nas redes sociais, já que até ela própria pode se complicar se o fizer.

Outra saída é fazer com que Denice frequente cada vez um maior número de eventos públicos à paisana, para que as pessoas possam reconhecê-la sem farda, como fez recentemente na festa da Beleza Negra do Ilê Ayê, na Senzala do Barro Preto, no Curuzu, aonde foi de vestido florido.

A medida pode beneficiar candidaturas como as de Juca Ferreira e de Vilma Reis, que defendem prévias para a escolha do candidato petista, um processo de consulta muito mais amplo do que aquele que pode ser executado no Encontro do PT exatamente por envolver diretamente toda a militância.

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