Arnaldo Lira retorna com o desafio de tirar o Atlético de Alagoinhas da crise interna

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Arnaldo Lira

Segundo o comentarista esportivo do programa Primeira Mão, José Gomes, não há mais dúvidas, o técnico Paulo Sales caiu por uma insurreição de parte dos jogadores. Gomes não quis dar detalhes sobre especulações em torno do assunto, mas revelou indícios de que o problema estava relacionado à forma como o técnico vinha fazendo alterações no time e se estendia aos que não conseguiam oportunidade de entrar em campo. Interessante é saber como em 90 dias os jogadores criaram tal afinidade entre si a ponto fomentarem um movimento rebelde.

Substituindo Sales, Arnaldo Lira retorna ao Carcará, depois de ter conseguido o acesso à série A do Campeonato Baiano em 2018 e o terceiro lugar em 2019. Foi graças a ele que o Atlético entrou para a Copa do Brasil e para a série de D do Campeonato Brasileiro, no entanto, esse ano, não se deu bem com o Bahia de Feira, 7º colocado no Baiano e primeiro adversário do Atlético depois da mudança de técnico, dia 01 de março, em Feira de Santana. Isso mesmo, Lira enfrenta seu ex-clube na sua estreia com seu novo clube. Curioso é que muitos jogadores que jogaram no Atlético sob o comando de Lira estão hoje no Fluminense de Feira de Santana, 3º colocado na competição. Vencer agora significa estancar a crise e retornar a perspectiva de criar gordura para as rodadas finais que serão contra o Bahia e a Jacuipense.

O novo técnico assumirá uma equipe em crise, com parte dos jogadores contratada a pedido de Paulo Sales. Já se fala em reduzir de 32 para 25 atletas no elenco. Essa talvez seja a chance e o mecanismo de deixar apenas os confiáveis no time. Não se pode acreditar que os rebeldes fizeram um bom negócio. Talvez no futebol seja diferente de outras áreas profissionais, mas quem vai querer no futuro um jogador com esse histórico? Os técnicos podem ser a parte frágil dessa corda, mas eles se comunicam entre si. E se tudo partiu dos empresários? Ninguém nunca mete o nome deles nesses bolos, mas isso explicaria a revolta em apenas meses de convívio.

Marconi William lembrou que a regra se estabeleceu, quem derruba treinador é elenco e lembrou que quando o time ganha o mérito é dos jogadores, quando perde a culpa é do técnico. Mas será que é comum a equipe se sobrepor ao torcedor? Para Marconi e Gomes, se o time não agradar a culpa vai cair sobre a diretoria, mas, antes disso, corre-se o risco do torcedor se manifestar da pior forma possível, deixando o estádio, por entender que os atletas se colocaram acima de tudo, inclusive daqueles que pagam o ingresso e seus salários. Pior ainda, se o torcedor sonhar que o time perdeu para o Vitória para provocar a queda do treinador. Se isso aconteceu, Albino deve exigir que os rebeldes, que ficarem, deixem o coro em campo, pois são responsáveis pela derrota para um adversário que jogou com seu time C. Nisso tudo, a pessoa mais feliz no momento talvez seja Paulo Sales, principalmente se recebeu a multa por rescisão de contrato.

Por Paulo Dias para o News Infoco

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