Bancada do Primeira Mão repudia agressões verbais de Kannário à Polícia Baiana

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O cantor e compositor, Igor Kannário, atualmente deputado Federal, voltou a atacar com injúrias a Polícia Militar. Chamou os militares de bunda mole e puxou vaias para eles. O governador Rui Costa já acionou a Procuradoria Geral do Estado para tomar as medidas jurídicas cabíveis, no sentido de oferecer denúncia dos crimes de atentado à ordem pública e incitação à violência cometidos pelo artista, na segunda-feira de carnaval. A bancada do programa Primeira Mão discutiu o assunto e repudiou a atitude desrespeitosa. A posição dos comentaristas pode ser confrontada com o fato, registrado em imagens, da agressão de policiais aos foliões da pipoca do cantor, como inclusive foi citado por um ouvinte do programa. Outro comportamento interessante foi o da repórter Jéssica Senra, da TV Bahia, pedindo a intervenção da Polícia Militar contra a violência generalizada no Carnaval baiano, quando semanas antes a chamou de sucessores dos “capitães do mato”.

Segundo o comentarista, José Gomes, é um absurdo que alguém que tem um mandato outorgado pelo povo possa se comportar de forma danosa ao convívio social, colocando a vida dos policiais em risco e podendo levar a um conflito de proporções trágicas. Para Gomes o maior culpado é o povo que votou nele já sabendo do seu mau comportamento e que o cantor deve ser punido, pois não cabe a ninguém alegar desconhecer a lei. Gomes considera uma injustiça o tratamento dispensado à polícia, pois quando “o bicho pega” é a corporação que é chamada a intervir. São profissionais que merecem todo o respeito da sociedade, pois são eles que a protegem.

Os abusos cometidos por Kannário são pautados pelo apoio popular que tem, segundo Caio Pimenta, considerado um representante do gueto. Caio avalia que devido a sua popularidade este vem sem usado por ACM Neto para conquistar o voto dos mais pobres e incultos, segmento que vive revoltado com os políticos tradicionais e com as instituições.

Um fato contestado pela bancada foi a suposta hipocrisia do artista que diz representar o gueto, mas mora em Alaphaville, um condomínio de luxo de Salvador. Caio lembrou que Lula é um precedente, é milionário, não trabalha desde os anos 70 e diz defender o povo trabalhador. É bom lembrar que Jacques Wagner, outro petista, mora em um dos prédios mais luxuosos do Corredor da Vitória.

O repórter policial do programa, Luciano Reis, também defendeu providências enérgicas contra o cantor, lembrando que os policiais são pais de mães de família que arriscam a vida no seu dia-a-dia. Para ele, Kannário vem “deitando e rolando”, fazendo apologia ao crime e que chegou a hora de se dar um basta nisso.

Mas cabe aqui uma reflexão. Precisa-se saber se o artista também não é uma válvula de escape do sistema, usado para aliviar as tensões dos que vivem na extrema pobreza. Marconi William acha que a sociedade vive em um estágio de bestialização total. Para ele os compositores têm que tomar cuidado com as letras das músicas. Citou o exemplo de Cazuza, que dizia “meus heróis morreram de overdose”. Lembrou que Kannário usa uma folha de maconha no pescoço, questionou se isso também não seria apologia ao crime. Bom atentar que a rede Globo permite que Ludmilla cante uma música que faz apologia ao tráfico de maconha na sua programação matinal.

Por Paulo Dias para o News Infoco

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