Ceará registra 170 mortos após motim de PMs; exército e tropas federais garantem a ordem, falta o governo do PT abrir negociações

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O motim dos policiais no Ceará gerou 170 mortos após uma semana de terror no estado. A bancada do Programa Primeira Mão destacou desse episódio o medo de outros governadores de que a rebelião sirva de exemplo para demais pontos do país. A Bahia, que pratica o menor salário nacional, já passou recentemente por paralisação da categoria. No Ceará apenas medidas repressivas foram tomadas por parte do estado, as negociações ainda não foram abertas nem sinalizadas. Já somam 43 presos entre os amotinados, 61 comunicados de deserção no Diário Oficial e 230 afastamentos realizados. O caso de Cid Gomes segue em silêncio por parte da grande imprensa amiga, se bem que é certo, opositores da família no Estado ingressarem com a respectiva queixa crime contra o senador.

Nas redes sociais, correm postagens de Ciro Gomes manifestando total apoio ao irmão, não o criticando em momento algum, afirmando que o fascismo deve ser combatido de todas as formas. De outro lado, há os que duvidam que os tiros tenham sido, de fato, desferidos. Com base em imagens congeladas mostram que não há perfuração na camiseta ensanguentada e consideram suspeita a capacidade de uma pessoa baleada sair andando normalmente e falando calmamente. Com 2500 homens do exército e de 300 da Força de Segurança Nacional, o ministro Sérgio Moro esteve em Fortaleza e declarou que a ordem está restabelecida, no sentido de que as pessoas podem circular com segurança pelas ruas. Procurou ser sintético, não mencionou a situação da periferia das cidades onde ocorre a maioria dos crimes. Afirmou que os policiais também precisam ser valorizados, dando a deixa para que sejam abertas as negociações ou dizendo que não vai deslocar mais tropas para ajudar o Governo do Ceará a achatar os salários dos policiais. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Por Paulo Dias para o News Infoco

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