Mandetta não é um santo, nem Bolsonaro é o capeta que a Globo pinta – Por Paulo Dias

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Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, por enquanto, está longe de ser um santo, assim como Jair Messias Bolsonaro, presidente que leva multidões às ruas, não é o demônio que a Rede Globo tenta pintar incansavelmente com seu antijornalismo. Onde Mandetta errou?

  1. Divergiu, claramente e sem a menor cerimônia, de Bolsonaro, seu chefe, quanto ao isolamento(quarentena).
  2. Conversava bonito, mas resolvia pouco. Priorizou negociar com a China e não procurou nenhuma alternativa doméstica com a indústria nacional.
  3. Se posicionou como salvador da pátria quando nem infectologista é, escondia os méritos de Bolsonaro.
  4. Não incentivou o uso da cloroquina que poderia ter salvado centenas de vidas.
  5. Tem um passado marcado por denúncia de corrupção
  6. Fez conluio com secretários contrários ao presidente, liderados por Dória, com os colegas do DEM, Caiado, Maia e Alcolumbre, que por sua vez são mancomunados com a banda podre do STF e com a mídia podre.
  7. Fez reunião virtual com Maia, Alcolumbre e Dória, políticos que tentam inviabilizar o governo Bolsonaro desde o seu primeiro dia.
  8. Passou por cima do Ministério das Relações Exteriores e do presidente ao manifestar apoio à China, país responsável por toda essa crise sanitária mundial, hoje questionado abertamente por potências como EUA e Japão.
  9. Mandetta pertence ao grupo que está vendendo o Brasil para a China.

Sem contar que já existem fortes suspeitas de que a quarentena é apenas um meio de viabilizar livremente compras questionáveis sem licitação e que o coronavírus já virou um grande negócio para muita gente. O país está de quatro para a China, seu embaixador faz o que quer e diz o que quer aqui dentro. Na Europa, não é muito diferente, o trabalho escravo chinês virou sua nova mina de ouro, continente que enriqueceu sugando os demais continentes. Nada de novo, mas muito perigoso, dessa vez, em vista da China ser uma ferrenha ditadura e ter poucos escrúpulos ou nenhum.

A CLOROQUINA – Especula-se que a crise Bolsonaro/Mandetta tem dois pilares: a economia e a cloroquina. Quando surgiu o boato de que o presidente demitiria o ministro na segunda(06), a gota d’água estava relacionada com o medicamento. Bolsonaro levou para dentro do Planalto, nesse dia, uma especialista que disse que o protocolo de Mandetta estava errado e estava deixando de salvar muitas vidas, por quê? Porque a cloroquina estava sendo administrada apenas em pacientes graves(terminais), no entanto, segundo a conselheira de Bolsonaro, sua eficácia só ocorre, quando aplicada no início dos sintomas. Especula-se também, segundo Caio Coppola, da CNN, que o remédio recomendado no protocolo de Mandetta para casos leves custa R$ 250.00 e que a cloroquina custa R$ 1,00 por comprimido. Pode haver interesse em favorecer o laboratório em questão e nisso pode existir corrupção, algo sobre o qual o ministro já foi acusado, bem como Maia e Alcolumbre, seus parceiros de DEM.

As mancadas de Mandetta já vêm de longe, afirma-se que ele liberou, em dezembro, no apagar das luzes,  R$ 1 bi para publicidade, contrariando uma das principais orientações de Bolsonaro. Também não apresentou nenhum brilhantismo na condução da pasta até então. Poderia ter comprado respiradores no início da epidemia por precaução, nenhum mal faria. Agora com a crise, resolveu interligar todos os PSFs por internet, por que não fez antes, algo tão óbvio? Em Alagoinhas, os PSFs nem telefone têm.

Ainda sobre a cloroquina, relegada a segundo plano por Mandetta, pelos governadores e pela mídia, houve uma reviravolta de ontem para hoje(08), quando descobriu-se que o gestor da crise em São Paulo, o homem de confiança do Ditadória, David Uip, se curou da Covid-19 com a cloroquina prescrita por ele mesmo. Porém quando questionado por Datena, ontem(07) quis omitir o fato em uma atitude amplamente questionada sob o ponto de vista da ética e da própria ética médica e do serviço público.

O mesmo aconteceu com outro médico renomado, Roberto Kalil, que escondeu Igualmente o tratamento com a cloroquina e depois por pressão do público, manifesta nas redes sociais, teve que admitir o procedimento. A resistência e a máscara de Mandetta caiu por terra. O garoto de voz suave, quase sedutora, estava querendo o estrelato, sim, e os votos dos incautos. Verdadeiramente deu amplos motivos para ser exonerado, o maior deles, falta de fidelidade, motivada por uma ambição desmedida. Mandetta e Dória estavam jogando o mesmo jogo. A mão de Deus na história é algo impressionante, quando o capeta está muito solto, ele sempre puxa a corda. Só Jesus na causa.

Paulo Dias é jornalista, graduado pela UFBA, especializado em Pedagogia e mestre em Cultura e Literatura pela UNEB. Tem passagens por vários jornais e assessorias de comunicação em Alagoinhas e Salvador. Atualmente escreve para o site News Infoco

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