Às custas de restrições severas à Alagoinhas e região, Salvador poderá retomar atividades em shoppings – Por Caio Pimenta

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Caio Pimenta

Hoje(16) pela manhã, matéria do site Bocao News traz a informação de que, já na semana que vem, os índices de ocupação dos leitos de UTI da capital baiana devem chegar a níveis aceitáveis pelo Comitê Cientifico do Consórcio Nordeste, e assim passará a iniciar o processo de abertura do comércio local, primeiramente os shoppings. Isso possibilitado às custas do sacrifício das cidades de Alagoinhas e região, que aceitaram passivamente as restrições de seus comércios por força da edição de um decreto estadual.

Denunciei isso já na terça-feira(14), durante o programa Primeira Mão, da rádio web 2 de julho. “O governo do estado fechou o comércio de Alagoinhas para sustentar a reabertura do comércio de Salvador.”, disse na oportunidade. É vestir um santo para desvestir o outro, e nesse caso, devido a omissão dos políticos ditos filhos da terra, Alagoinhas ficou para trás.

A lógica é simples. O Comitê Cientifico do Consórcio Nordeste, o qual o Governo Baiano preside, recomenda em seu protocolo um limite que gira em torno de 70% da ocupação dos leitos de UTI  para fundamentar a abertura do comércio de uma cidade. Porém, Salvador, por um politica desenvolvida pelo Governo do Estado, ficou como pólo de referencia para internamentos de cidades próximas, incluindo Alagoinhas. Com isso, investimentos no aumento de número de leitos de UTI em Alagoinhas foram negligenciados pelo Governo do Estado.

Acontece que com a concentração de várias cidades utilizando Salvador como referencia para internamentos, obviamente a ocupação dos leitos aumentaram consideravelmente,  chegando a quase 80%. Para se ter uma ideia de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura de Alagoinhas no dia de ontem(15). Alagoinhas possui 20 internados diagnosticados com o coronavírus, 7 em Alagoinhas, internado em hospital particular, e 13 em hospitais de Salvador.

Se o Governo do Estado assinasse o convenio com o HCA para o funcionamento do Hospital de Campanha, que possui 20 leitos de UTI, Alagoinhas, não só poderia assumir todos estes necessitados por internamento, como também deixaria vagas ociosas para outros pacientes advindos, inclusive, de cidades da região.

Mas não, diante da inércia daqueles que se dizem representantes de Alagoinhas, assistimos os interesses dos municípios de Alagoinhas e região serem atropelados pelos interesses da capital baiana, cujo o Governador faz as vezes de prefeito, junto com o ACM Neto, este prefeito por direito. Melhor sorte que Alagoinhas teve ainda Feira de Santana que desde ontem conta com mais 40 leitos de UTI inaugurados pelo Governo do Estado.

Novamente temos que recordar o que disse o engenheiro e radialista, Haroldo Azi ” O governo do estado não gosta de Alagoinhas”. O pior é perceber que nem mesmo os representantes políticos da cidade gostam dela.

Escrito por Caio Pimenta, bacharel em Direito, radialista, comentarista do Programa Primeira Mão da rádio Ouro Negro FM 100,5 FM e rádio 2 de Julho. Ele também é editor-chefe do site News Infoco

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