Contra sub-representação, empresariado de Alagoinhas vai em busca de espaço politico

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Nunca se falou tanto em falta de representação politica da classe empresarial de Alagoinhas como agora. Diante das sucessivas medidas de restrições dos governos estadual e municipal ao segmento, o que tem causado prejuízos incalculáveis à classe que representa 50% do PIB local, comerciantes da cidade cada vez mais se convencem de que sem representação politica, a tendência é a situação piorar.

No município de Alagoinhas vários estabelecimentos comerciais já fecharam. O número de demitidos no setor chega perto de 1000. A queda de vendas e receita no comércio se reflete também na queda de arrecadação da prefeitura, que já soma R$ 17 milhões.

O reflexo disso se percebe nos sucessivos atrasos de pagamentos da prefeitura à fornecedores e empresas terceirizadas e a dificuldade de se pagar em dia o salário do funcionalismo. Apesar da importância econômica para o município, os comerciantes da cidade se queixam da falta de diálogo com a gestão municipal e da falta de defensores na Câmara Municipal.

Vendo cada vez mais a deterioração e o desprezo da força politica dirigente aos seus anseios, empresários tem demonstrado coragem em se arriscar no mundo politico. É o caso de Domingos Pereira, comerciante, proprietário da delicatéssen Kidoce e do restaurante Dominique, que anunciou sua pré-candidatura à Câmara Municipal.

Domingos Pereira

“Num momento de profunda instabilidade política, vi a necessidade de iniciar uma aproximação com a política para defender os interesses da classe empresarial da nossa cidade e trazer ideais de moralidade e honestidade. Criamos canais de diálogo com os poderes público local, através da ação conjunta com as forças empresariais. No entanto, notamos que nossas vozes não tinham a ressonância necessária para promover as mudanças que nossa classe almejava. “, diz Domingos em uma carta aberta divulgado por ele em suas redes sociais.

A disposição de Domingos em disputar uma vaga para o cargo de vereador, não só simboliza o descontentamento da classe comercial da cidade com os políticos locais, como também representa um amadurecimento de um segmento social sub-representado em uma cidade ainda bastante dependente do setor.

Por Caio Pimenta para o News Infoco

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