Governadores enfrentam resistência para tomar medidas mais duras contra Covid-19 e culpam Bolsonaro

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Governos de vários estados anunciaram medidas que, nos bastidores, as próprias gestões avaliam ser insuficientes para conter o avanço da Covid-19. Eles se veem sem força e apoio social para bancar ações necessárias para evitar a escalada da doença e a falência da rede hospitalar. Para governadores, isso é resultado da postura negacionista de Jair Bolsonaro, que levou o país ao atual cenário: à beira de um colapso nacional, sem vacina, sem auxílio emergencial, sem leitos de UTI vagos.

Alguns estados iniciaram toque de recolher noturno, como São Paulo, de João Doria (PSDB), e Ceará, de Camilo Santana (PT), ações consideradas por especialistas aquém do necessário para enfrentar o pior momento da pandemia do coronavírus.

“Não se deterá o avanço de casos assim. O lockdown tem que ser total. Temos que ficar 10 a 15 dias sem ninguém na rua”, diz o sanitarista Gonzalo Vecina.

Alguns governadores citam pressão enorme da população e de empresários. E dizem que gestores que falam em fechamento de comércio estão sendo xingados no interior do país.

Nos bastidores, secretários de Saúde criticaram o presidente da Câmara. Arthur Lira (PP-AL), aliado de Bolsonaro, passou a semana mais difícil da pandemia discutindo polêmico projeto para salvar a pele de parlamentares. Os gestores estaduais esperam a aprovação do auxílio emergencial para conseguir algum apoio para medidas restritivas.

Enquanto governadores buscam saída, o presidente segue a vida que teve durante toda a pandemia: fake news sobre ineficácia das máscaras, viagens para tratar de outros temas e aglomerações por onde passa.

Painel/Folhapress

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