Exonerado da secretaria da Casa Civil após escândalo dos respiradores, Dauster continua fazendo parte de conselhos da administração do governador Rui Costa

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Braço direito do governador Rui Costa desde o início de seu mandato, em 2015, Bruno Dauster continua participando da gestão estadual mesmo depois de oito meses de sua exoneração.

Dauster deixou a Secretária da Casa Civil em junho de 2020 após ser citado em depoimentos da Operação Ragnarok, que apurou a compra fraudada de respiradores feita pelo Governo da Bahia.

Somente dias depois da exoneração, o Governo do Estado admitiu publicamente que a saída de Dauster da gestão tinha relação com a investigação dos respiradores.

Na última sexta, o Demonstrativo da CTB indicou que Bruno Dauster continua fazendo parte do conselho da empresa. Em 2021, ele já recebeu R$ 13 mil em jetons, um bônus em dinheiro pela participação em reuniões de conselho. A informação indica ser verdadeira a notícia de que Bruno Dauster continuaria dando as cartas na Casa Civil mesmo depois de tanto tempo de exonerado.

O deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) afirmou que causa, no mínimo, estranheza a presença do ex-secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, em conselhos da administração do governador Rui Costa (PT), recebendo somente este ano R$ 13 mil para participar de reuniões destes colegiados.

“O caso fica ainda mais nebuloso e absurdo. Essa notícia nos causou muita estranheza. Primeiro que até hoje não se explicou a saída dele da secretaria após a investigação em torno da compra de respiradores que resultou em prejuízo milionário aos cofres da Bahia. Segundo que essa participação dele em conselhos causa, no mínimo, estranheza. Mesmo ele tendo sido denunciado pela dona da empresa Hempcare no seu depoimento à Polícia Civil, o secretário continua em conselhos da gestão, participando da administração. Por quê?”, questionou o deputado.

Câmara afirma que, agora, com a confirmação da participação de Dauster em conselhos da gestão, fica claro que ele continua participando do governo do estado. “O secretário era responsável por diversas obras importantes e que envolvem elevados volumes de recursos, como o VLT, a ponte Salvador-Itaparica, o metrô. E ele foi citado na investigação dos respiradores. O que acho absurdo é que tudo isso continue sem explicação do governo”, criticou.

Politicalivre/Politicaaovivo

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