Radiovaldo Costa busca na eleição para deputado estadual a redenção pela “puxada de tapete” em Luciano Sérgio na eleição de 2020 – Por Caio Pimenta

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Radiovaldo Costa é lançado pré-candidato à prefeito de Alagoinhas

Grande exposição na mídia e uso de ações de cunho assistencialistas com as bençãos do sindicato dos petroleiros. Essa é a estratégia do petista alagoinhense Radiovaldo Costa para chegar a Assembleia Legislativa, se reafirmar dentro do partido e deixar para trás a pecha de “puxador de tapete” conquistada ao usurpar o lugar de Luciano Sérgio como candidato do PT à prefeitura de Alagoinhas em 2020.

Dentro do diretório municipal do PT em Alagoinhas o nome de Radiovaldo encontra grande resistência. O histórico não lhe ajuda. Em 2016, ele se desfiliou do PT, e lançou sua candidatura a prefeito de Alagoinhas pelo Rede. Com o ato, ele dividiu os votos da esquerda e abriu caminho para a vitória de Joaquim Neto, à época no DEM.

Seu retorno ao partido aconteceu 2 anos depois, justamente para lançar sua candidatura a deputado estadual. Porém sua volta foi creditada mais por uma imposição do SINDPETRO, que tem interesses em ter representantes na ALBA, do que propriamente uma chamada de retorno do PT. Mesmo assim, sua volta só foi aceita com o compromisso de não disputar a prefeitura de Alagoinhas em 2020. Compromisso que como a história mostrou, não foi respeitado.

Luciano Sérgio que passou este período preparando a sua oportunidade na disputa municipal de 2020, viu-se alijado do posto para dar lugar a Radiovaldo. Tentou novamente uma cadeira na Câmara, mas chegando tarde já havia perdido espaço para oponentes que haviam feitos compromissos com lideranças ligadas a sua vereança. No fim das contas, Luciano Sérgio foi relegado ao ostracismo politico ao mesmo tempo que novamente Radiovaldo Costa foi peça chave para derrota de Paulo Cezar e reeleição do atual prefeito Joaquim Neto, desta feita já aliado ao petismo na Bahia.

Agora Radiovaldo tenta novamente chegar à ALBA. Para isso se colocou como garoto propaganda de uma campanha contra o preço do gás de cozinha, distribuindo botijões de gás a preços subsidiados pelo sindicato por todo estado. As ações sempre vieram acompanhadas de grande exposição nas mídias sociais, radiofonônicas e televisivas, muitas delas detentoras de contratos com o Sindpetro, do qual Radiovaldo exercia cargo de direção. Tais ações lhe deram grande visibilidade e Radiovaldo passou a ser visto mais como “o candidato da categoria”(petroleiros) do que propriamente “candidato do partido”(PT).

Se isso será o suficiente para superar as mágoas deixadas pelas suas ações pretéritas a ponto de lhe permitir ocupar uma cadeira na Assembleia, só as urnas irão dizer. A verdade é que feridas foram expostas e a cicatrização será dolorosa.

Escrito por Caio Pimenta, advogado, âncora do programa Primeira Mão, da radio Ouro Negro 100,5 FM. Ele também escreve sua coluna no site News Infoco, do qual é editor- chefe e dirige a radio web 2 de julho.