A pesquisa, que analisou dados entre 1º de janeiro e 30 de maio, revela um cenário preocupante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enfrenta dificuldades para competir com a direita no ambiente digital. A análise considerou interações em Facebook, Instagram, YouTube, TikTok e X (antigo Twitter) de 250 perfis políticos com maior número de seguidores, incluindo deputados, senadores, governadores, prefeitos de capitais, ministros e até primeiras-damas.
Segundo os dados, políticos de direita somaram 1,48 bilhão de interações, número que inclui curtidas, comentários e compartilhamentos. Já os perfis ligados à esquerda registraram 417 milhões de interações no mesmo período. O centro e o centrão, juntos, contabilizaram 171 milhões.
O desempenho superior da direita se mantém também na média por publicação. Enquanto os políticos de direita obtêm 12.894 interações por post, os de esquerda têm, em média, 4.699, e os do centro e centrão, 3.900.
Apesar de uma certa paridade no número de parlamentares considerados, 88 da direita, 84 do centro e centrão, e 78 da esquerda, a diferença no alcance e repercussão do conteúdo publicado é expressiva. Na prática, isso se traduz em uma vantagem significativa para a direita na disputa por narrativas e influência política nas plataformas digitais.




























