Apesar da ofensiva de aliados de Jair Bolsonaro (PL), os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União Brasil), mantiveram o chamado “recesso branco” no Congresso.
A paralisação temporária, sem votações ou reuniões de comissões, foi confirmada pelos dois líderes mesmo diante da pressão por reação às medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente.
A decisão foi oficializada nesta sexta-feira (18), com a promessa de que as atividades legislativas serão retomadas a partir da semana do dia 4 de agosto, com sessões deliberativas e o funcionamento regular das comissões em ambas as Casas.
Davi Alcolumbre reforçou o cronograma e acrescentou que o Senado também iniciará a votação de autoridades indicadas.
Pressão por reação às decisões do STF
A manutenção do recesso provocou reações imediatas da oposição. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, enviou um ofício pedindo a suspensão da pausa parlamentar.
No documento, ele argumenta que o Congresso não pode se ausentar diante do que classificou como um cenário grave.
“Solicito a suspensão imediata do presente recesso branco, convocando novas sessões na Câmara dos Deputados a fim de que possam ser tratados temas emergenciais”, relatou.
O pedido é uma resposta direta às medidas autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e a proibição de contato entre Jair e Eduardo Bolsonaro.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), pai e filho atuaram para provocar sanções por parte dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, o que poderia configurar crime de atentado à soberania nacional.




























