Dos nove parlamentares da Bahia que assinaram o texto ligado à PEC 221/2019, apenas João Carlos Bacelar (PL) e José Rocha (União) não se pronunciaram e receberam uma enxurrada de cobranças públicas de eleitores em publicações feitas nesta quarta-feira (20) no Instagram.
A pressão popular ocorre devido aos eleitores serem contra a assinatura dos parlamentares na emenda que pode adiar o fim da escala 6×1 para 2036, em uma transição de 10 anos.
Nos comentários das postagens, internautas criticaram o apoio dos deputados à proposta que prevê um período de transição de até dez anos para mudanças na jornada de trabalho e mantém possibilidade de carga horária de até 44 horas semanais em atividades consideradas essenciais.
Em uma publicação de João Carlos Bacelar sobre um evento local, seguidores cobraram a retirada da assinatura da emenda e fizeram ameaças de rompimento político.
“Já tirou sua assinatura da emenda que propõe um período de transição de 10 anos para o fim da escala 6×1? Se não retirar pode ter certeza que eu e minha família nunca mais votaremos em você”, escreveu um eleitor.
Outros comentários seguiram o mesmo tom: “Trabalhar para o trabalhador é difícil! #fimdaescala6x1” e “Fim da escala 6×1, a Bahia tá de olho”.
Veja

Já José Rocha foi alvo de críticas em uma publicação ao lado do ex-presidente José Sarney. Seguidores questionaram o motivo da assinatura da proposta e classificaram o parlamentar como “inimigo do trabalhador”.
“Vai retirar sua assinatura quando?”, perguntou um internauta. Outro escreveu: “Fala por qual motivo assinaram o texto que pede aumento da carga horária para 52 horas semanais e adia o fim da escala 6×1 para 2036”.
Confira

A reação nas redes ocorre após a divulgação dos nomes dos 176 deputados federais que apoiaram a emenda apresentada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR). O texto é analisado dentro da comissão especial que discute mudanças na jornada de trabalho no país.
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