Um vereador, de 37 anos, do município de Cabaceiras do Paraguaçu foi preso pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA), neste domingo (15), no bairro do Imbuí, em Salvador. Apontado como líder de facção criminosa, ele é suspeito de participação em um homicídio no Recôncavo baiano.

O parlamentar é suspeito de participar do assassinato de Josevaldo da Conceição, ocorrido no dia 17 de setembro de 2025, no povoado de Quixabeira, zona rural de Governador Mangabeira. A vítima foi encontrada às margens de uma estrada secundária ao lado de sua moto. O corpo apresentava lesões na região da cabeça provocadas por instrumento cortocontundente.

De acordo com o inquérito policial, o vereador também é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação na região, sendo investigada a possível vinculação do grupo à crimes contra a vida no território. O suspeito é investigado por autorizar pelo menos mais dois homicídios e por participação em diversos outros crimes, como tráfico de drogas, além de liderar grupo criminoso.

Durante o cumprimento do mandado judicial, também foram presos outros indivíduos que se estavam junto com o vereador. Um deles quebrou o aparelho celular no momento da ação, fato que será objeto de apuração específica. Na posse dos suspeitos foram apreendidos quatro veículos dos modelos Hilux, Corolla, Argo e Mobi, além de porções de maconha, aparelhos celulares, comprovantes de depósitos em dinheiro, passaportes internacionais e outros documentos que subsidiarão as investigações.

A ação foi realizada por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), através da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana, em ação integrada com a Polícia Militar, por meio da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE/Leste), e unidades da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus). O inquérito foi instaurado na Delegacia Territorial de Cabaceiras do Paraguaçu. As diligências seguem em curso para o completo esclarecimento dos fatos e responsabilização de todos os envolvidos. O suspeito segue custodiado à disposição do Poder Judiciário.

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