O ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Gilson Machado Neto, conhecido como “ministro sanfoneiro” anunciou, na noite de terça-feira (24) a filiação ao Podemos em ato realizado na Câmara de Deputados. O político, que estava no Partido Liberal, havia deixado o PL após não receber apoio para sair candidato a senador por Pernambuco.
Apesar de deixar o partido ligado à família Bolsonaro, o ex-ministro afirmou que não deixou o apoio ao ex-presidente e ao filho, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). O próprio afirmou, antes de anunciar sua filiação ao Podemos, que sua mudança de partido teve o aval do presidenciável, além de ser um movimento que busca apoio e fortalecimento ao filho 01 de Jair Bolsonaro.
“Minha mudança de partido foi feita para SOMAR na candidatura de Flávio, trazendo um partido para apoiá-lo em Pernambuco. O PODEMOS foi o partido que me abriu portas e me deu carta branca para apoiar Flávio Bolsonaro. A minha ida ao PODEMOS SÓ SE DEU porque foi muito bem acordada, pensada, alinhada e, sobretudo, teve o aval da família Bolsonaro. Eu nunca faria algo que pudesse prejudicá-los”, afirmou.
Ainda na postagem, o pré-candidato a senador ainda anunciou que seu novo partido se posicionará a favor de Flávio. Segundo ele, a sigla, que originalmente é de Centro, vai integrar a base de apoiadores do presidenciável, como foi previamente acordado.
“O Podemos é um partido de CENTRO, mas com a minha mudança ficou previamente ACORDADO que o partido irá APOIAR FLÁVIO BOLSONARO nessas eleições. Uma forma de trazer um partido de centro para apoiar a direita em 2026. Assim, Flávio Bolsonaro ganha mais apoio e força no Nordeste. Expliquei no dia da minha filiação e reforço novamente para quem importa: vocês, que sempre me apoiaram!”.
Randerson Leal reage
Um dos principais nomes do Podemos em Salvador, o vereador e líder da bancada de oposição, Randerson Leal reagiu ao anúncio feito por Machado. Conforme falou ao Bahia.Ba, ele esteve com a presidente nacional do partido, Renata Abreu, ainda neste mês de fevereiro, que havia afirmado que a sigla se manteria na base do governo de Jerônimo Rodrigues (PT e apoiando o presidente Lula (PT).
“A presidente nacional, a deputada Renata Abreu, esteve conosco agora no mês de fevereiro, início de fevereiro. Conversamos sobre a política estadual, inclusive ela teve encontro com o governador Jerônimo e garantiu que o Podemos ficaria na base do governo”, disse ele.
Ainda em declaração, o vereador afirmou que não viu essa declaração do ex-ministro, afirmando que o partido “não teve mais nenhum tipo de conversa, de diálogo, nem com ela, nem com o presidente estadual”. Ele afirmou ainda que não acredita nessa declaração.




























