O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à divulgação de supostas mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O caso teria ocorrido no dia em que o banqueiro foi preso pela Polícia Federal pela primeira vez, em novembro de 2025. O ministro nega qualquer conversa.

Neste sábado (7), Flávio publicou nas redes sociais críticas ao magistrado e afirmou que Moraes deveria deixar o cargo na Suprema Corte.

“Alexandre de Moraes deve renunciar, pelo bem da democracia e do Judiciário brasileiro! Ou sofrer, imediatamente, processo de impeachment no Senado Federal. As mensagens reveladas escancaram que ele atuava como advogado de fato. Era parte interessada nas demandas. Isso é absolutamente incompatível com a função e configura crime. Não há mais qualquer condição de permanência no cargo”, escreveu o senador.

O parlamentar também direcionou críticas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmando que ele deveria ter determinado a abertura de uma investigação sobre o caso.

“Outro escândalo é o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, até agora não ter aberto investigação contra Moraes. As instituições precisam ser preservadas das pessoas que as envergonham!”, afirmou.

STF nega conversas

Na noite de sexta-feira (6), a Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal divulgou uma nota negando qualquer troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O posicionamento foi publicado a pedido do gabinete do ministro.

O assunto ganhou repercussão após o blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, divulgar imagens de mensagens atribuídas ao banqueiro, enviadas ao ministro em novembro do ano passado, poucas horas antes da prisão.

Segundo o STF, uma análise técnica dos dados telemáticos de Vorcaro, que foram tornados públicos pela CPMI do INSS, indicou que as mensagens de visualização única enviadas em 17 de novembro de 2025 não correspondem a contatos ligados ao ministro.

Ainda de acordo com a nota, os prints divulgados estariam associados a outros contatos do empresário e não a Alexandre de Moraes.

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