Uma das redes de livrarias mais tradicionais do país, a Livraria Cultura encerrou definitivamente as atividades após a Justiça de São Paulo confirmar a falência da empresa. A decisão foi comunicada pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A dívida declarada ultrapassa R$ 285 milhões.
Até o momento, o presidente da companhia, Sérgio Herz, não se pronunciou publicamente. Nesta quinta-feira (26), o site da empresa já não estava disponível. No Instagram, a última publicação foi feita em setembro de 2025.
Processo e crise financeira
A Livraria Cultura entrou com pedido de recuperação judicial em outubro de 2018. Durante o processo, enfrentou dificuldades para cumprir obrigações com credores. A situação foi agravada pela pandemia de Covid-19, que impactou o funcionamento das lojas físicas.
Em 2023, a falência foi decretada, com bloqueio de ativos da livraria e da holding 3H Participações. Agora, com a confirmação judicial, as operações são encerradas de forma definitiva.
Trajetória
empresa foi fundada em 1947 por Eva Herz, imigrante alemã, no centro de São Paulo. Inicialmente, funcionava como um serviço de aluguel de livros chamado Biblioteca Circulante, operando na residência da fundadora com exemplares importados da Europa.
Em 1969, foi inaugurada a unidade do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, que se tornou símbolo da marca. Ao longo dos anos, a rede chegou a operar 16 lojas pelo país, consolidando-se como referência no mercado editorial brasileiro.




























