Enquanto a base governista na Bahia caminha para a manutenção da aliança entre PT e MDB para o pleito de 2026, um movimento interno na cúpula nacional do partido discorda da coalizão. Conforme revelado pela Folha de S. Paulo, presidentes de 17 diretórios estaduais do MDB, o que representa mais da metade da legenda, assinaram um manifesto em defesa da neutralidade e da autonomia regional nas próximas eleições presidenciais.

O movimento, liderado pelo vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, busca frear as investidas do PT, que ventila publicamente a oferta da vaga de vice-presidente ao MDB na chapa de reeleição de Lula (PT).

Segundo Vilela, a chance de uma coligação formal com os petistas em nível nacional é “absolutamente zero”. O grupo dissidente argumenta que a liberdade para alianças locais é vital para o fortalecimento da sigla, permitindo apoios distintos conforme a região: à esquerda no Nordeste e à direita no Sul e Sudeste.

O manifesto dos diretórios rebeldes será entregue nesta terça-feira (3) ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. O documento conta com o apoio de estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

Contraste baiano

Na Bahia, a parceria entre as legendas foi reafirmada recentemente pelo senador Jaques Wagner (PT), que defendeu a continuidade de Geraldo Júnior (MDB) como vice.

Geraldo Júnior tem reforçado publicamente sua lealdade ao grupo liderado por Jerônimo Rodrigues (PT) e Wagner, classificando a aliança como um “projeto coletivo” iniciado há duas décadas.

O cacique emedebista na Bahia, Geddel Vieira Lima, também endossou a manutenção da chapa, afirmando que o partido seguirá “motivado e sorridente” com a continuidade da parceria local.

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