Moradores de São Tomé de Paripe, no subúrbio de Salvador, voltaram a registrar a morte de peixes e mariscos na praia da região. O acesso ao local permanece interditado desde que o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos identificou a presença de nitrato e cobre na areia.

Vídeos gravados por moradores mostram grande quantidade de animais mortos espalhados pela faixa de areia. Em uma das gravações, um homem se surpreende com a situação. “Olha a quantidade de siri morto que tem aqui. Os bichos estão espumando, olha para isso?!”, diz.

Outro relato chama atenção para o comportamento incomum dos animais. “Os bichos estão fugindo da maré. Eles estão saindo da água. Nunca vi isso”, afirma um morador.

Praia interditada

Há mais de um mês, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) confirmou a presença de altas concentrações de nitrato e cobre nos resíduos encontrados na Praia de São Tomé de Paripe. As substâncias, consideradas incompatíveis com o ecossistema local, levaram à interdição da área e indicam possível infiltração no solo.

Impactos

Segundo especialista da Universidade Federal da Bahia, a contaminação já provoca mortandade de peixes e mariscos e pode afetar a saúde humana, tanto pelo contato direto quanto pelo consumo de organismos contaminados. A situação também compromete a subsistência de famílias que dependem da pesca e da mariscagem.

Investigações

Em nota divulgada na segunda-feira (6), o Inema informou que segue realizando vistorias e investigações sobre a presença de líquidos de coloração azulada e amarelada na Praia de São Tomé de Paripe.

Durante as inspeções técnicas, foram identificadas irregularidades na operação de um terminal marítimo na região. Os resultados laboratoriais também apontaram compatibilidade entre o material encontrado na faixa de areia e insumos manuseados pela empresa responsável.

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