A advogada Poliane França Gomes teve seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspenso. Ela ficou conhecida como “Rainha do Sul” e atuava como advogada de uma facção criminosa. Desde novembro do ano passado, está presa por envolvimento com a organização criminosa.

Em contato com a OAB-BA, a entidade afirmou, por meio de nota enviada pela assessoria, que é proibida por lei de se manifestar sobre processos disciplinares, os quais tramitam em sigilo até o trânsito em julgado.

“A Lei Federal nº 8.906, de 4 de julho de 1994, em seu artigo 72, parágrafo 2º, determina que ‘o processo disciplinar tramita em sigilo, até o seu término, só tendo acesso às suas informações as partes, seus defensores e a autoridade judiciária competente’”, diz a nota da OAB-BA.

“Desse modo, o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-BA está proibido por lei de se manifestar sobre processos disciplinares que porventura estejam tramitando, até o trânsito em julgado”, completou a entidade.

Foto: Reprodução / CNA

Quem é a “Rainha do Sul”

Poliane França Gomes ficou conhecida por seu relacionamento com uma das lideranças da facção Bonde do Maluco (BDM), considerada uma das principais aliadas do PCC. Em janeiro deste ano, ela se tornou ré por envolvimento com a facção, após denúncia do Ministério Público da Bahia (MPBA).

Na denúncia, baseada nas investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a advogada “exercia papel central na estrutura do grupo criminoso, atuando como elo de comunicação entre a liderança da organização e os demais integrantes em liberdade”.

“Ela estaria usando sua posição de advogada para transmitir ordens da liderança criminosa presa em Serrinha, além de ameaças e orientações estratégicas da facção, bem como intermediar cobranças financeiras e auxiliar na administração de recursos provenientes do tráfico de drogas”, diz a denúncia.

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