A vereadora Luma Menezes apresentou, na sessão desta terça-feira (9), um diagnóstico crítico sobre a saúde pública de Alagoinhas, fundamentado em fiscalizações recentes e denúncias de descaso administrativo. A parlamentar utilizou a tribuna para relatar o cenário alarmante encontrado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS III) e cobrar respostas definitivas sobre a gestão da Maternidade Municipal, que enfrenta graves questionamentos jurídicos e operacionais.
Durante o Grande Expediente, Luma Menezes descreveu a situação do CAPS III como “adoecedora”, relatando mofo nas salas, macas quebradas e janelas em péssimo estado de conservação. A parlamentar destacou o desespero de pacientes que sofrem com a falta constante de medicamentos de uso contínuo, citando o caso de um cidadão que, em meio a gritos de humilhação, denunciou a impossibilidade de manter seu tratamento devido ao desabastecimento da farmácia municipal.
Sobre esse ponto, a vereadora Jaldice Nunes interveio em aparte para reforçar a gravidade da situação, pontuando que a função do vereador é estar perto dessas demandas e fiscalizar, já que o Legislativo não possui o poder de execução direta. Jaldice criticou o fechamento de unidades em dias de ponto facultativo, revelando que pacientes buscaram atendimento e encontraram portas fechadas enquanto ouviam vozes no interior do prédio, e defendeu que serviços essenciais e a farmácia do CAPS mantenham funcionamento mínimo nessas datas.
Luma Menezes incorporou as observações da colega, reforçando a necessidade de cumprimento da lei municipal de 2022, que exige transparência na distribuição de medicamentos para identificar se o gargalo reside no pagamento aos fornecedores ou na logística de entrega. A parlamentar destacou que o número de pacientes tem crescido e a falta de clareza nos dados é inaceitável.
Outro ponto central foi a crise na Maternidade Municipal. A vereadora reiterou denúncias de que a empresa gestora opera sem CNPJ ativo no município, situação já levada ao Ministério Público. Luma relembrou o trágico caso do bebê Théo, pontuando que equipamentos falharam durante sua internação, e criticou o silêncio da gestão sobre a manutenção preventiva dos aparelhos. Ao corroborar as falas dos vereadores Jaldice e Luciano sobre a maternidade, Luma enfatizou que a escolha pelo modelo de Organização Social (OS) tem gerado irresponsabilidade com a vida de mães e recém-nascidos.
A parlamentar também propôs a convocação da Vigilância Epidemiológica para tratar do surto de dengue e chikungunya, sugerindo que a vereadora Juci e o secretário de Saúde apresentem dados estatísticos e medidas concretas para conter o avanço das doenças, especialmente em imóveis abandonados.
Ao encerrar, Luma Menezes celebrou a presença de estudantes do Setas e da jovem Sabrina, que realiza um “estágio visita” em seu gabinete. A vereadora ressaltou que a educação política da juventude é o caminho para um futuro diferente, reafirmando seu compromisso de permanecer vigilante e cobrando transparência tanto no plenário quanto nas ruas de Alagoinhas.
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz



























