A sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (24) foi marcada por posicionamentos em defesa das tradições ancestrais e do impacto social das práticas culturais na cidade. As vereadoras Jaldice Nunes e Juci Cardoso ressaltaram em seus discursos como a capoeira e outras expressões da cultura popular atuam onde o Estado, muitas vezes, não chega: na formação humana e na inclusão social em comunidades periféricas.
A vereadora Jaldice Nunes celebrou o início das aulas de capoeira no “Grupo da Amizade”, localizado no Mangalô. Sob o comando do professor Luciano, o projeto foi apontado pela parlamentar como um exemplo de que o reconhecimento público se funde ao trabalho comunitário.
“A capoeira não é apenas uma atividade física ou cultural. Ela transforma vidas, fortalece a cidadania e cria um sentido de pertencimento para crianças e jovens”, afirmou Jaldice. A vereadora destacou que, embora o público muitas vezes associe o projeto diretamente à figura do político, o mérito reside na capacidade da prática em moldar o caráter e a identidade das comunidades.
Dando continuidade ao raciocínio de que a cultura precisa de sustentação para além do voluntarismo, a vereadora Juci Cardoso anunciou o protocolo de um Projeto de Lei que visa a valorização dos mestres e mestras da cultura popular de Alagoinhas. A proposta abrange não apenas a capoeira, mas também o samba de roda e outras manifestações de matriz ancestral.
O tom do discurso de Juci foi de urgência social, citando a situação de vulnerabilidade de ícones locais. “Infelizmente, mestres como Carcará, do Barreiro, hoje precisam recorrer a ‘vaquinhas’ para garantir subsistência e cuidar da saúde. São pessoas que dedicaram a vida a formar jovens nas periferias e zonas rurais, preenchendo lacunas do poder público”, pontuou a parlamentar.
O projeto de lei defendido pela vereadora Cardoso busca garantir condições dignas e o reconhecimento oficial do município aos mestres que atuam como guardiões da memória e do saber. Segundo as parlamentares, o apoio da Casa Legislativa à proposta é fundamental para que Alagoinhas não apenas celebre sua cultura visualmente, mas proteja quem a mantém viva no dia a dia.
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Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz




























