Em sessão realizada nesta quinta-feira (19), data em que se celebra o Dia do Artesão, a precariedade do Mercado do Artesão dominou parte dos debates na Câmara Municipal. Os vereadores Jaldice Nunes, José Edésio e Juci Cardoso criticaram o estado de degradação do equipamento e cobraram ações imediatas para a revitalização de um dos maiores símbolos culturais e turísticos da cidade.
A vereadora Jaldice Nunes registrou em sua fala o cenário de “tristeza e completo abandono” que encontrou em visita recente ao local. Segundo a parlamentar, o espaço, que deveria pulsar cultura, hoje sofre com banheiros insalubres, mato e falta de limpeza básica – a ponto de os próprios permissionários estarem realizando “vaquinhas” para custear a manutenção.
Jaldice relembrou o tempo em que atuou na Diretoria de Cultura, destacando a efervescência de cursos de capacitação (como crochê, pintura e fuxico) e lamentou a insegurança recorrente. “Quantas vezes minha mãe, que é artesã, foi assaltada dentro do Mercado? Hoje, os artesãos estão saindo de lá porque o local se tornou insalubre e perigoso”, pontuou, cobrando também o paradeiro e o uso efetivo de equipamentos de som adquiridos via emenda parlamentar de sua autoria.
O vereador José Edésio endossou as críticas, resgatando o valor histórico do Mercado como polo do “forró de domingo” e ponto central do roteiro turístico de Alagoinhas, ao lado das ruínas de Alagoinhas Velha. Edésio lembrou a importância do equipamento desde a gestão de Murilo Cavalcanti e a reinauguração com João Fiscina, quando o local abrigava até restaurante interno.
“O Mercado não pode se perder. Ele é uma instituição criada para corresponder à expectativa dos nossos artistas. É hora de o governo reestruturar o espaço e convidar o secretário João Henrique para rever essa situação. O Mercado precisa voltar a ser um polo atrativo”, defendeu o vereador.
Já a vereadora Juci Cardoso deslocou o debate para o campo institucional, criticando a postura do Executivo em relação à preservação do espaço. Juci destacou que a Câmara aprovou um projeto de sua autoria para transformar o Mercado do Artesão em Patrimônio Histórico do Município, proposta que, no entanto, foi vetada pelo Governo.
“Esta Casa precisa demonstrar compromisso com o patrimônio cultural derrubando esse veto”, afirmou, enfatizando que o descaso com o Mercado reflete a falta de prioridade com a economia criativa e o fomento ao trabalho dos artesãos locais. Ela defendeu que a retomada da organização e do estímulo ao artesanato deve ser uma meta urgente da administração pública.
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz




























