{"id":36862,"date":"2024-11-19T14:05:32","date_gmt":"2024-11-19T17:05:32","guid":{"rendered":"https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/?p=36862"},"modified":"2024-11-19T14:05:32","modified_gmt":"2024-11-19T17:05:32","slug":"leitos-de-uti-crescem-52-em-10-anos-distribuicao-e-desigual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/leitos-de-uti-crescem-52-em-10-anos-distribuicao-e-desigual\/","title":{"rendered":"Leitos de UTI crescem 52% em 10 anos; distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 desigual"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) cresceu 52% no Brasil na \u00faltima d\u00e9cada, passando de 47.846 em 2014 para 73.160 em 2024. A alta mais expressiva se deu em 2021 e 2022, durante a pandemia de covid-19.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte do estudo A Medicina Intensiva no Brasil: perfil dos profissionais e dos servi\u00e7os de sa\u00fade, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (19) pela Associa\u00e7\u00e3o de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).<\/p><div class=\"newsi-conteudo_19\" id=\"newsi-1104111578\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/prefeituraalagoinhas?igsh=YzgzdDJ1bWR3aWI4\" aria-label=\"SAVE_20251006_221555\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SAVE_20251006_221555-rotated.jpg\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SAVE_20251006_221555-rotated.jpg 1140w, https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SAVE_20251006_221555-300x52.jpg 300w, https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SAVE_20251006_221555-1024x177.jpg 1024w, https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SAVE_20251006_221555-768x133.jpg 768w, https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SAVE_20251006_221555-600x104.jpg 600w, https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SAVE_20251006_221555-696x120.jpg 696w, https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SAVE_20251006_221555-1068x185.jpg 1068w\" sizes=\"(max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" width=\"1140\" height=\"197\"   \/><\/a><\/div>\n<p>Em nota, a entidade avalia que, apesar do aumento considerado significativo, a distribui\u00e7\u00e3o permanece \u201cgravemente desigual\u201d, tanto pelo aspecto territorial, quanto pelo social.<\/p>\n<p>\u201cUma an\u00e1lise cr\u00edtica sobre as informa\u00e7\u00f5es do estudo demonstra a necessidade de ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam uma distribui\u00e7\u00e3o mais justa da infraestrutura hospitalar e de profissionais intensivistas pelo pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a Amib, a disparidade come\u00e7a pela compara\u00e7\u00e3o entre a oferta de leitos para a rede p\u00fablica e para rede privada de sa\u00fade. Em 2024, do total de leitos de UTI existentes no Brasil, 51,7% ou 37.820 s\u00e3o operados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Os demais 48,3% ou 35.340 est\u00e3o no sistema suplementar.<\/p>\n<p>\u201cApesar da proximidade dos n\u00fameros de leitos de cuidados intensivos dispon\u00edveis entre as redes p\u00fablica e privada, a diferen\u00e7a entre a popula\u00e7\u00e3o atendida pelos dois universos evidencia o problema\u201d, completou a associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram que no SUS, sistema do qual dependem 152 milh\u00f5es de pessoas, h\u00e1 24,87 leitos por 100 mil habitantes. J\u00e1 na rede privada, que tem 51 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios de planos de sa\u00fade, a disponibilidade de leitos de UTI \u00e9 de 69,28 por 100 mil benefici\u00e1rios.<\/p>\n<p>Outra disparidade \u00e9 verificada entre as regi\u00f5es brasileiras. Enquanto o Norte apresenta 27,52 leitos de UTI por 100 mil habitantes, o Sudeste registra 42,58 leitos. Em todo o pa\u00eds, a densidade de leitos por 100 mil habitantes \u00e9 de 36,06. Entretanto, 19 dos 27 estados da federa\u00e7\u00e3o est\u00e3o abaixo desse patamar \u2013 os extremos v\u00e3o de 20,95, no Piau\u00ed, a 76,68, no Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong>Intensivistas<\/strong><\/p>\n<p>O estudo destaca ainda que, enquanto o n\u00famero total de m\u00e9dicos, com ou sem especialidade, cresceu 51% entre 2011 e 2023 em todo o pa\u00eds, a quantidade de m\u00e9dicos especialistas em medicina intensiva cresceu 228% no mesmo per\u00edodo \u2013 foram contabilizados 8.091 intensivistas em 2023, e 2.464 em 2011.<\/p>\n<p>De acordo com a Amib, a maior parte dos m\u00e9dicos intensivistas em atividade no Brasil se formou h\u00e1 mais de 10 anos, sendo que mais de 75% acumulam entre 10 e 39 anos de pr\u00e1tica profissional.<\/p>\n<p>Dentre os intensivistas, a maioria \u00e9 do sexo masculino (60%) e a faixa et\u00e1ria predominante fica entre 35 e 64 anos, com uma idade m\u00e9dia de 52 anos. As mulheres est\u00e3o as m\u00e9dicas mais jovens, \u201csugerindo uma poss\u00edvel tend\u00eancia de aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina na especialidade ao longo do tempo\u201d.<\/p>\n<p>Apesar do crescimento geral da especialidade, Norte e Nordeste registram uma m\u00e9dia inferior de intensivistas por habitante quando comparadas \u00e0s demais regi\u00f5es, acompanhando a tend\u00eancia apresentada pela presen\u00e7a menor de leitos de UTI. O Sudeste soma 6.239 registros profissionais, enquanto o Centro-Oeste tem 899 registros. J\u00e1 o Norte conta com 348 registros.<\/p>\n<p>O Distrito Federal responde pela maior densidade de m\u00e9dicos intensivistas no pa\u00eds, com 14,06 especialistas para cada 100 mil habitantes. O \u00edndice representa quase o dobro da densidade do Sudeste (7,35) e quase tr\u00eas vezes a densidade do Mato Grosso do Sul (4,9), que tem base populacional semelhante.<\/p>\n<div>\n<div>\n<div class=\"trv-player-container\">\n<div class=\"trv-wrapper\">\n<div id=\"br_video_player_d13b71c825eba9c0b0f0356e396b169dc3c659f9\" class=\"trvd_video_player\">\n<div class=\"media-player\">\n<div class=\"trv-video\">\n<div id=\"truvid_ima_container77119\" class=\"truvid_ima_container\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<div class=\"conteudo_post\">\n<p>No outro extremo, o Amap\u00e1 conta com cinco intensivistas, \u201co que gera uma densidade praticamente nula de especialistas para cada 100 mil habitantes\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNas capitais, a probabilidade de encontrar esse profissional \u00e9 significativamente maior. A densidade de intensivistas nas 27 capitais brasileiras (14,28) \u00e9 cinco vezes maior do que a encontrada na soma de todos os outros munic\u00edpios (2,84)\u201d, concluiu a Amib.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"div-share\">Fonte: Bahia.ba<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class='share-to-whatsapp-wrapper'><div class='share-on-whsp'>Share on: <\/div><a data-text='Leitos de UTI crescem 52% em 10 anos; distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 desigual' data-link='https:\/\/newsinfoco.com.br\/inicio\/leitos-de-uti-crescem-52-em-10-anos-distribuicao-e-desigual\/' class='whatsapp-button whatsapp-share'>WhatsApp<\/a><div class='clear '><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) cresceu 52% no Brasil na \u00faltima d\u00e9cada, passando de 47.846 em 2014 para 73.160 em 2024. 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