Em pronunciamento na sessão ordinária de ontem (24), a vereadora Jaldice Nunes destacou a importância do programa Melhor em Casa, iniciativa da gestão municipal voltada ao atendimento domiciliar de pacientes acamados e com dificuldades de locomoção. Embora tenha classificado a medida como “assertiva”, a parlamentar apresentou um alerta sobre gargalos na efetivação do tratamento, especificamente no que diz respeito à realização de exames complementares.

De acordo com a vereadora, o programa tem cumprido seu papel na assistência médica direta e na atuação da equipe multidisciplinar. No entanto, o fluxo de cuidado é interrompido após as consultas. “O médico realiza a visita, mas deixa na residência requisições de exames, muitas vezes de alto custo, que o município não está marcando”, pontuou.

A parlamentar exemplificou o problema citando exames como a ultrassonografia de membros inferiores, cujo valor pode chegar a R$ 1.400 na rede privada. “O paciente, geralmente em situação de vulnerabilidade, fica com a responsabilidade de resolver sozinho o acesso aos exames. Sem o resultado, o médico não consegue ajustar dosagens de medicamentos ou definir a conduta terapêutica”, explicou.

Jaldice Nunes enfatizou que o diagnóstico é indissociável do tratamento e que o programa precisa evoluir para garantir o ciclo completo de assistência. Para ela, a visita domiciliar perde eficácia se o paciente não dispuser de um canal prioritário para a realização dos procedimentos solicitados pela própria equipe do programa.

Ao encerrar sua fala, a vereadora direcionou um pedido ao novo titular da Secretaria Municipal de Saúde. “É fundamental que haja um olhar atento e sensível a essa questão. O Melhor em Casa precisa ser aprimorado para que o encaminhamento dos exames seja efetivo, garantindo a dignidade e a continuidade real do cuidado aos pacientes alagoinhenses”, concluiu.

Para assistir a sessão na íntegra, clique no link: TV Câmara Alagoinhas

Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas

Fotos – Jhô Paz