A cidade de Alagoinhas ganhou uma nova homenagem em forma de música. A canção “Alagodé”, interpretada por João Sé, Hiran e Adrião Filho (Arrepio Poético), foi lançada acompanhada de videoclipe e propõe uma celebração da memória, da cultura e do sentimento de pertencimento que marcam a identidade da cidade.

A música surge como uma dedicatória à chamada “terra rainha”, conhecida por suas águas e por sua história. A proposta da canção é transformar em arte lembranças de infância, paisagens, afetos e elementos que fazem parte da identidade cultural de quem nasceu, cresceu ou construiu vínculos com Alagoinhas.

A faixa conta com direção e produção musical assinadas por Lucas Costa. O projeto também conta com videoclipe oficial, ampliando a proposta artística da obra. O audiovisual tem direção de Bruna Meyer, produção de Thierri Barbosa e roteiro assinado pelos dois profissionais.

Em entrevista à Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Alagoinhas, o compositor João Sereno (João Sé) explicou que o processo criativo da canção partiu de uma reflexão sobre as referências musicais presentes na memória cultural da região.

“Foi um processo muito cuidadoso e atencioso. Antes de iniciar o processo de composição, eu quis refletir sobre os ritmos musicais que habitam a nossa memória coletiva alagoinhense-baiana. Me inspirei muito no samba reggae mas quis trazer uma roupagem mais moderna. Já em relação harmonia, busquei a leveza e nostalgia como base do arranjo e repassei as ideias pra Lucas Costa que, com maestria, entendeu a essência da canção e fez uma produção musical impecável”, afirmou.

Para o artista, além de uma homenagem, a canção também cumpre um papel de valorização da identidade cultural da cidade.

“Na minha visão, ‘Alagodé’ cumpre um papel de reafirmação e resgate afetivo da identidade cultural de Alagoinhas nos dias de hoje. Vivemos um tempo em que as referências culturais muitas vezes vêm de fora, e falar da própria terra com orgulho se torna quase um ato de resistência. ‘Alagodé’ valoriza a cidade ao transformar suas memórias, suas águas, suas expressões e seu jeito de ser em arte”, destacou.

Segundo João Sereno, a música também fortalece o sentimento de pertencimento entre os moradores e pode contribuir para que novas gerações reconheçam o valor cultural da cidade.

“Quando a população se reconhece numa obra, quando escuta sua história e sua vivência retratadas com respeito e poesia, cria-se um senso de identidade compartilhada. Isso impacta principalmente as novas gerações, que passam a enxergar sua cidade como lugar de potência, não apenas de passagem”, completou.

Mais do que uma homenagem, a Alagodé busca registrar em forma de arte elementos da memória afetiva e cultural de Alagoinhas, transformando experiências e histórias locais em patrimônio artístico.