O empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, tem manifestado insatisfação com o comportamento de aliados políticos vinculados ao Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia. Segundo interlocutores, o incômodo reside em declarações recentes dadas por caciques da legenda em entrevistas, nas quais Lima estaria sendo citado de forma pejorativa ou distante.
As informações foram publicadas originalmente pela coluna de Milena Teixeira, no portal Metrópoles. O descontentamento do empresário, conhecido como Guga Lima, ocorre após sua prisão preventiva em novembro de 2025, no âmbito da primeira fase da Operação Compliance Zero. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade, sob o cumprimento de medidas cautelares.
De acordo com pessoas próximas ao empresário, o ponto central da queixa é o uso de termos como “aquele cara” por parte de lideranças petistas ao se referirem a ele publicamente. A postura é vista como uma tentativa de distanciamento por parte de políticos com quem Lima mantém, ou manteve, proximidade histórica, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Augusto Lima consolidou sua influência na política baiana ao adquirir a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), que operava a rede Cesta do Povo e o cartão Credcesta.
Além do trânsito com o PT, o empresário também possui conexões com nomes da oposição, a exemplo do ex-ministro João Roma (PL). Recentemente, o Banco Pleno, adquirido por Lima em 2025, sofreu intervenção e liquidação determinada pelo Banco Central em fevereiro deste ano.




























