A necessidade de uma reforma comportamental na sociedade e o compromisso técnico com a transparência pública pautaram o discurso do vereador Thor de Ninha na sessão desta terça-feira (10).
Ao ocupar a tribuna, o parlamentar conectou a luta contra o feminicídio ao resgate da dignidade na saúde e à aplicação rigorosa de leis de reparação histórica, como as cotas raciais em concursos municipais.
O parlamentar exaltou a Corrida Lilás e as mobilizações de mulheres evangélicas e sindicais pelo fim da violência. Contudo, lançou um desafio direto aos homens: a mudança de comportamento é o único caminho para superar um passado de 350 anos de escravidão que moldou uma estrutura racista e misógina.
“Não é justo que as mulheres precisem fazer grandes movimentos apenas para garantir o direito de continuar vivendo. Os homens precisam fazer coro com elas, implementando comportamentos efetivos que permitam dignidade dentro e fora de casa”, afirmou.
Ao comentar as críticas da vereadora Raimunda Florêncio, Thor de Ninha reconheceu que, embora Alagoinhas tenha avançado com o Centro de Cirurgias Eletivas e o Ambulatório de Saúde Mental, a estrutura do país ainda prioriza elites.
O parlamentar admitiu que, apesar dos novos hospitais e do fortalecimento da atenção básica sob a gestão do secretário Luciano Sérgio, as filas e as dificuldades de atendimento ainda penalizam, sobretudo, as mulheres que estão na base da pirâmide social. “Apesar de tudo o que foi feito, a vereadora Raimunda tem razão: ainda falta muito e precisamos de políticas públicas mais robustas”, pontuou.
REDA
Como líder de governo, Thor apresentou esclarecimentos sobre o processo seletivo simplificado (REDA). Ele rebateu as suspeitas de favorecimento e garantiu que a Prefeitura instituiu uma comissão para reavaliar todos os recursos apresentados pelos candidatos. O vereador também retificou informações sobre os custos do processo: enquanto o teto previsto era de R$ 300 mil, o valor real pago pelo município será de R$ 90 mil.
O parlamentar encerrou o discurso destacando que este processo seletivo carrega um marco de sua autoria (Lei nº 2.483/2019), que garante 50% de cotas para pessoas negras. “Estamos garantindo que os sonhos depositados nesse processo seletivo sejam respeitados com lisura e que a reparação histórica seja uma realidade, com 25% das vagas destinadas a mulheres negras e 25% a homens negros”, finalizou.
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz




























