Estão abertas, a partir desta segunda-feira (4), as inscrições para o Mapeamento de Iniciativas Culturais (MIC), ação que visa identificar festivais, espaços culturais, casas de show e projetos voltados à música autoral na Bahia interessados em participar das ações de difusão do programa Pamba – Difusão Amplificada 2026. Os interessados podem se inscrever até o dia 18 por meio de formulário online.
A iniciativa é realizada pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, e tem como objetivo compreender a dinâmica dos territórios, suas programações e capacidades operacionais. A proposta é subsidiar a estruturação de políticas públicas voltadas à circulação artística no estado.
Segundo Ricardo Rosa, coordenador de Música da Diretoria das Artes (Dirart), as informações coletadas servirão de base para análises técnicas e curatoriais, permitindo identificar programações aptas a receber apresentações de artistas que integram o Catálogo Pamba (Panorama da Música da Bahia).
O mapeamento não possui caráter competitivo. Trata-se de um instrumento consultivo que auxiliará a tomada de decisões da Funceb. A definição dos espaços e artistas participantes ocorrerá posteriormente, por meio de curadoria técnica interna.
De acordo com a organização, o MIC integra o eixo de Difusão Territorial do Pamba 2026 e é estratégico para a criação de uma rede de apoio à programação independente, conectando artistas a circuitos culturais já existentes e promovendo a descentralização e o fortalecimento da música autoral baiana.
A Funceb será responsável pela contratação direta dos artistas selecionados para as apresentações. No entanto, não haverá repasse financeiro para os espaços culturais, que deverão garantir a infraestrutura técnica e as condições necessárias para a realização dos eventos.
O formulário tem caráter exclusivamente consultivo e não garante contratação ou formalização de parcerias.
Criado em 2022, o Panorama da Música da Bahia (Pamba) busca ampliar o acesso à cultura por meio de estratégias de democratização e acessibilidade, levando a produção musical baiana a diferentes públicos e territórios, incluindo comunidades do interior do estado. Iniciativas semelhantes de mapeamento e articulação cultural são utilizadas para fortalecer políticas públicas e compreender o impacto das ações culturais nos territórios .




























