A primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para tornar réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto pelos crimes de associação criminosa e obstrução na investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (21).

Os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino votaram com o relator Alexandre de Moraes, formando maioria antes do voto da ministra Cármen Lúcia.

Na semana passada, Moraes rejeitou argumentos das defesas, que questionaram a competência do Supremo para analisar a denúncia. Segundo a acusação, eles teriam integrado associação criminosa armada e obstruído as investigações do duplo homicídio.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) detalhou a estrutura criminosa dentro da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que teria atuado para esconder provas, manipular testemunhas e incriminar inocentes, com o objetivo de dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelos assassinatos.Acusados como mandantes dos crimes, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos de prisão. Ronald Paulo Alves Pereira, Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior e Robson Calixto Fonseca também foram sentenciados, com 56, 18 e 9 anos de prisão, respectivamente.

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