Alagoinhas ganhou mais um reforço no combate ao aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Além do trabalho dos mais de 50 agentes de endemias de casa em casa, em mais de 1.700 quarteirões, da borrifação com a bomba costal, o “fumacê móvel”, agendas educativas nas escolas entre outras ações, dez veículos de aplicação de inseticida popularmente conhecidos como carros fumacê vão atuar nas ruas da cidade a partir desta quinta-feira, 7 de maio.
Enviados pelo Governo do Estado, os equipamentos são considerados um apoio estratégico diante do aumento nos índices de infestação no município. O trabalho começa com cinco carros, e outros cinco devem chegar nos próximos dias.
O prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo, destaca que a parceria com a gestão estadual é fundamental no enfrentamento às doenças. “A chegada desses carros fumacê fortalece nossa linha de frente no combate ao mosquito. Agradeço ao governador Jerônimo Rodrigues e à secretária de Estado da Saúde, Roberta Santana, por este apoio tão importante para que possamos proteger nossa população e garantir que o aedes Aegypti não avance mais em nossa cidade”, afirma o gestor.
Segundo o secretário de Saúde de Alagoinhas, Luciano Sérgio, a decisão sobre o momento do envio dos equipamentos foi baseada em análises técnicas, a partir do monitoramento diário do panorama da dengue, zika e chikungunya na cidade e do compartilhamento de informações com o Estado. “A operação do fumacê também seguirá um cronograma baseado em critérios técnicos e nas estatísticas de infestação. Nossa estratégia é priorizar as áreas que apresentam os maiores índices, de acordo com o nosso monitoramento. Diante do aumento nos números casos suspeitos e confirmados, precisamos agir com precisão onde o risco é maior”, pondera.
O diretor do Núcleo de Saúde da Região Nordeste, Rogério Ramos, explica que a utilização dos carros fumacê precisa ser feita no momento certo, de forma racional. “Levamos em consideração critérios como o número de casos, se há situação de epidemia, pois o custo-benefício precisa ser muito bem calculado. O fumacê é um anseio das pessoas, mas, se utilizado de forma indiscriminada, pode provocar problemas ambientais e riscos à saúde humana. Além disso, os mosquitos que permanecerem vivos podem criar resistência e o inseticida perderia a eficácia”.
De acordo com último boletim epidemiológico, divulgado pela Vigilância em Saúde nessa terça, 5, Alagoinhas contabiliza este ano 1.374 casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya. Deste total, 198 casos foram confirmados e 288 descartados. Outras 888 notificações seguem em investigação. O monitoramento não leva em consideração os casos em que um mesmo paciente com sintomas representa três notificações, uma para cada doença.




























