A oposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado vem se movimentando para tentar barrar a tramitação da PEC do fim da escala 6×1 nas eleições. A maior preocupação com a medida é o impacto da medida nas eleições deste ano. As informações são da revista Veja.

De acordo com a publicação, para evitar um impacto eleitoral, a ideia é frear a tramitação da medida no Senado e evitar a aprovação da PEC antes da corrida presidencial.

Para isso, a oposição no Senado procurou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), para tentar convencê-lo a procurar o presidente da Câmara, Hugo Motta, para tentar desacelerar o ritmo do andamento do texto.

A aposta em Alcolumbre ocorre depois que o presidente do Senado impôs duas derrotas ao Palácio do Planalto: a rejeição à indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria.

O objetivo da bancada oposicionista no Senado é fazer com que as discussões em torno da PEC do fim da escala 6×1 na Câmara se estendam até junho. Com isso, os senadores teriam uma desculpa para retardar a tramitação da medida, já que o texto só chegaria à Casa em meio às festas juninas, a Copa do Mundo e as convenções partidárias.

Caso a oposição no Senado consiga retardar a tramitação da PEC, o texto só chegaria à Casa entre agosto e outubro, quando parlamentares estarão em campanha. Com isso, a medida só seria apreciada pela Casa Alta do Congresso após as eleições.

No entanto, Motta já teria sinalizado a Alcolumbre que deverá cumprir o calendário que acertou com Lula, o faria com que a medida fosse aprovada pelo plenário da Câmara até o fim de maio.

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