O ex-governador da Bahia e pré-candidato candidato ao Senado, Rui Costa (PT), subiu o tom contra os principais expoentes da oposição no estado. Em resposta às recentes afirmações do ex-ministro João Roma (PL), que o acusou de fugir de debates, Rui contra-atacou sugerindo que as opiniões atuais de Roma são meras “prestações de serviço” e relembrou o rompimento histórico entre o líder do PL e o grupo de ACM Neto em 2018.
“Eu preferia a versão João Roma de 2018, onde ele resolveu se libertar e teve, inclusive, agressões e ofensas pessoais nessa tentativa. Aquelas opiniões eram as mais verdadeiras, saindo da alma. O que ele faz hoje é prestar serviço”, disparou Rui. O ministro afirmou que está disposto a debater, mas com foco em projetos e indicadores sociais, acusando o grupo adversário de “desprezo pelos mais pobres”.
Críticas à gestão municipal: ‘Promete e não faz’
Rui Costa concentrou boa parte de suas críticas à administração da Prefeitura de Salvador, tanto na gestão de ACM Neto (União Brasil) quanto na atual de Bruno Reis (União Brasil). O ministro listou promessas de campanha que, segundo ele, jamais foram entregues à população, especialmente nas áreas de saúde e educação infantil.
“Eles prometeram 12 centros de saúde em 2014 e só construíram um. Prometeram creches e Salvador hoje tem a pior oferta de creches do país. É a pior capital em cuidados com a mulher, com a gestante e em oferta de pré-natal”, enumerou o ex-governador. Para Rui, o modelo político da oposição baseia-se em uma “atmosfera de mentira” que esconde a ineficiência administrativa nas periferias.
Título a Flávio Bolsonaro
Outro ponto central das declarações de Rui Costa foi a recente aprovação do título de Cidadão de Salvador ao senador Flávio Bolsonaro (PL) pela Câmara Municipal. O ministro ironizou a honraria e questionou quais seriam os serviços prestados pelo parlamentar à capital baiana ou ao Brasil que justificassem tal reconhecimento.
Rui apontou ainda uma “confusão deliberada” na base política de ACM Neto, citando que, embora o grupo tente se desvincular publicamente de certas figuras nacionais, os vereadores mais íntimos de Neto votam em peso por homenagens a nomes ligados ao bolsonarismo. “Essas homenagens nas casas legislativas viraram muito mais manifestos políticos de apoio do que reconhecimento por ações concretas”, concluiu.




























