DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFBA (Universidade Federal da Bahia) afirmou, em nota publicada nesta sexta-feira (8), que estudantes de Vitória da Conquista podem ser ressarcidos após um episódio coletivo de intoxicação alimentar. Diversos alunos relataram ter passado mal depois de comerem no Restaurante Universitário (RU). As pessoas relataram sintomas como dor de barriga, vômitos e diarreia. 

Segundo o DCE, o Campus e a empresa já haviam sido notificadas sobre as condições do Restaurante, “incluindo problemas de infraestrutura, superlotação e a baixa qualidade nutricional das refeições com recorrentes registros de uso de proteínas industrializadas e excesso de carboidratos refinados.”

Foram exigidas a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização da empresa gestora do RU. O Diretório pediu, ainda, adequações estruturais e sanitárias no restaurante.

Após entrar em contato com a PROAE (Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil), o DCE informou que os estudantes que tiveram gastos médicos em decorrência da situação serão ressarcidos. Além disso, foram garantidos o auxílio para atendimentos médicos e a regularização do serviço de alimentos.

Entenda o ocorrido

A situação ocorreu na terça-feira (5) e chamou a atenção de outros locais do estado da Bahia. A Vigilância Sanitária e Ambiental foi acionada pelos estudantes da unidade e, na manhã de quarta-feira (6), o RU foi fechado temporariamente.

Segundo informações concedidas à TV Sudoeste, a empresa MS Gestão e Alimentação, responsável pela alimentação no Instituto Multidisciplinar em Saúde – Campus Anísio Teixeira (IMS), não preparava os alimentos no próprio RU, mas em uma cozinha industrial. Foi constatado pela Vigilância que o local não tinha alvará sanitário. O local também apresentava condições inadequadas para produção, armazenamento e transporte de alimentos, bem como utensílios desgastados.

cozinha industrial – agora, interditada – era responsável pelas 500 refeições servidas à comunidade universitária diariamente. 

Em nota publicada na quarta-feiraa direção do Instituto afirmou que não foi acionada diretamente pelos estudantes, mas que souberam da notícia através de mensagens no grupo de docentes. Segundo eles, ainda na manhã daquele dia, a equipe se reuniu com a Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e com representantes do Núcleo Regional de Saúde.

Ainda segundo a publicação do IMS, foi emitido um alerta para unidades de atendimento médico e a lista com os nomes das pessoas que comeram no RU naquele dia foi encaminhada para as autoridades competentes. Além disso, foi solicitado aos alunos que coletassem as informações sobre aqueles que manifestaram sintomas, listando nomes, telefones e informações sobre terem procurado atendimento médico e a conduta adotada.

A universidade alegou não ter ciência de estudantes que tenham permanecido hospitalizados.