Enquanto Alagoinhas assiste a uma paralisação do sistema de transporte público urbano que chega hoje(02) ao seu terceiro dia trazendo inúmeros transtornos para toda a população, sobretudo idosos e deficientes que gozam da gratuidade do serviço, percebemos mais um grave ato de omissão da Casa Legislativa, mais precisamente da sua comissão de transporte formada pelos vereadores Abiúde(presidente da comissão), Luma Menezes(relatora da comissão) e Darlan Lucena(membro da comissão).
Por que a comissão não está participando desse debate? Qual relatório sobre o sistema de transporte a comissão possui? Qual a análise da comissão sobre a utilização do subsidio(dinheiro público do pagador de impostos) para custear o serviço? Qual os principais problemas no sistema do transporte identificados pela comissão? O que diz a comissão a respeito dos impactos de outros modais de transporte sob o transporte coletivo? Quais medidas a comissão discute para o enfrentamento ao transporte clandestino? E as suspeitas levantadas publicamente, até por integrantes do próprio governo, de que existem lideranças politicas lucrando com a ineficiência e desorganização do sistema de transporte público, o que a comissão diz? Essas e outras perguntas neste momento ficam sem respostas diante da falta de posicionamento dos 3 vereadores. E vou além, a falta de produtividade da comissão sobre estas problemáticas nos dá o direito, enquanto cidadãos e pagadores de impostos, de duvidar se realmente existe algum acompanhamento por parte dos edis sobre estes acontecimentos.
Na legislatura passada, me refiro ao segundo governo Joaquim Neto, onde também se enfrentou momentos de dificuldades no sistema, os vereadores Anderson Baqueiro(hoje vereador licenciado e secretário de governo) e Juracy, então presidente e relator da comissão, fizeram questão de ir às rádios e a imprensa apontar o fruto de suas diligencias junto a empresa, sindicato e prefeitura e apresentou em seu relatório final a necessidade de um valor de subsidio, que acabou sendo incorporador a LOA, diante de uma situação de desequilíbrio contratual e de uma expressiva diminuição do número de passageiros. E agora, o que diz esta comissão diante dos novos desafios enfrentados?
Em um momento que toda a sociedade se debruça sobre os motivos para a crise, as limitações orçamentárias da prefeitura, os desafios da empresa para sustentar o serviço diante do aumento de gastos com insumo e diminuição de arrecadação na bilhetagem e a insegurança vivida pelo rodoviário se vai receber no fim do mês o que lhe é devido, a comissão de transportes da Câmara de Vereadores não pode ficar alheia à essas discussões.
É bom lembrar que Alagoinhas não costuma perdoar os omissos, nem os incompetentes, e o julgamento do povo quase sempre é silencioso, nas urnas.
Escrito por Caio Pimenta, advogado, âncora do programa Primeira Mão, da radio Ouro Negro 100,5 FM. Ele também escreve sua coluna no site News Infoco, do qual é editor- chefe e dirige a radio web 2 de julho.
























