O vereador Darlan Lucena abordou, na sessão desta quinta-feira (6), temas relacionados à educação estadual, às políticas municipais voltadas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e à saúde dos servidores públicos. Em seu pronunciamento, o parlamentar também voltou a criticar a atuação do Governo da Bahia nas áreas de segurança pública e saúde.

Ao comentar os indicadores da educação, Darlan afirmou que, enquanto Alagoinhas avançou, a Bahia apresentou o pior desempenho no ensino fundamental entre os estados do Nordeste. Segundo o vereador, os dados, amplamente divulgados pela imprensa, somam-se aos problemas enfrentados pelo Estado em outras áreas.

Na avaliação do parlamentar, a educação, a saúde e a segurança pública evidenciam dificuldades da administração estadual. Darlan citou episódios recentes de violência, como os registrados no bairro de Cosme de Farias, em Salvador, para sustentar que a população baiana convive diariamente com um cenário de insegurança.

“O clima é de terror”, afirmou, acrescentando que, embora as forças de segurança atuem no enfrentamento às facções criminosas, a violência continua atingindo municípios de todas as regiões da Bahia.

O vereador também destacou a regulamentação, por decreto municipal, do programa de incentivo à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ao comentar o assunto, lembrou que a matéria já havia sido debatida na Câmara e manifestou expectativa de que o benefício comece a ser efetivamente pago.

Segundo Darlan, o incentivo poderá estimular a permanência de jovens e adultos na escola, especialmente daqueles que, por causa da idade ou de circunstâncias pessoais, acreditam não haver mais necessidade de continuar os estudos.

“Vamos torcer para que realmente as coisas aconteçam”, afirmou.

Planserv

Na área da saúde, o parlamentar voltou a criticar o funcionamento do Planserv, plano de assistência dos servidores públicos estaduais. Citando declarações do governador Jerônimo Rodrigues sobre a redução do atendimento por clínicas credenciadas, Darlan afirmou que a origem do problema não está nos prestadores de serviço.

Segundo ele, as contribuições pagas pelos beneficiários praticamente dobraram, mas os usuários não perceberam melhorias na assistência, enquanto a remuneração destinada aos médicos permanece defasada.

“Imagine um governador que não trata bem aqueles que fazem a máquina pública funcionar. A que ponto vamos chegar no nosso Estado da Bahia?”, questionou.