Ao comentar o cenário das eleições de 2022, o deputado federal Márcio Marinho (Republicanos), afirmou que a oposição enfrentou dificuldades para disputar o Governo da Bahia contra a estrutura política montada em favor da candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na época.

Durante participação no podcast Politiquestion, do site bahia.ba, nesta quinta-feira (14), o parlamentar declarou que a campanha petista contou com apoio articulado entre os governos estadual e federal. “Eu acho que você disputar a eleição contra a máquina, sem a ajuda de um governo federal e com a máquina completamente verticalizada [é difícil], trabalhando para a eleição de Jerônimo em 2022”, afirmou Márcio Marinho.

Segundo o deputado, além da força política, na época, do grupo adversário, a oposição também não conseguiu estruturar uma chapa suficientemente competitiva para enfrentar o cenário eleitoral daquele período, que iria contra a máquina e nomes vistos como positivos.

O parlamentar avaliou ainda que a população mantinha expectativas positivas em relação ao retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto. “Fora isso nós não conseguimos organizar uma chapa que pudesse ser uma chapa que pudesse estar à altura da chapa do lado de lá [o PT de Lula], e o povo ainda com o sentimento que as coisas ainda estavam indo bem”, declarou.Mas Marinho afirmou que o cenário teria mudado de lá para cá, para essas novas eleições em 2026, principalmente diante de promessas que, segundo ele, não foram cumpridas pelo governo federal. O deputado citou o preço dos combustíveis e o preço do mercado de uma família brasileira ao criticar a situação econômica atual.

“Aparentemente as coisas ainda estavam indo razoavelmente bem em 2022, hoje não mais, cadê a picanha?”, questionou. O parlamentar também mencionou críticas feitas anteriormente pelos petistas ao valor da gasolina e provocou: “Cadê a canetada?”, que a base governista disse que daria para baixar o preço. “Você vai com mil conto no mercado e não volta com nada”, criticou o custo de vida.

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